segunda-feira, outubro 23, 2006

Armamento


Estava comemorando o destaque 2006, prêmio dado pela Gazeta dos blogueiros, quando me deparei com a notícia de outra homenagem, bem diferente da que me estimulou a continuar escrevendo neste espaço.

Uma senhora de 67 anos vai receber medalha por ter atirado no ladrão que tentou assaltá-la. A homenagem comemora o primeiro ano do referendo do desarmamento. O autor da iniciativa é o vereador Carlos Bolsonaro, um defensor do armamento no país. A matéria está no O Povo de hoje.

Situações diversas e, ao mesmo tempo, construtivas. De um lado o desenvolver do pensamento. Do outro, a manutenção da vida sob o jugo do medo.

Abomino qualquer tipo de arma. Sinto-me ferida só de olhar. Pego na faca por obrigação doméstica, mas sempre acompanhada de um arrepio de certo pavor, seqüelas habilmente disfarçadas no âmago.

Não comemorei a vitória do armamento porque pra mim significa continuar atirando no escuro, nas idéias desencontradas de se fazer seguro, e de segurar propostas humanistas.

Votei a favor do respeito à vida, ao homem e a pela continuidade de uma sociedade lógica. Quisera eu puder fazer o reverso. Quisera ter a real liberdade não só de pensar, mas de por em prática ações construtivas.

Não vou aqui levantar bandeiras e plagiar idéias que se perderam. Mas, enquanto houver espaço para escrever continuarei prometendo acreditar não digo mudança, mas, compreensão da integridade da vida, para todos nós. Sem exceção.

Integridade para os que se armam e matam; para os que atiram como defesa; para os que caem e os que se levantam em favor do coletivo.
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