terça-feira, outubro 24, 2006

Com a mão na outra


Como falar mal de sexo, transar sem restrições, se deixar filmar enquanto transa, já está ficando pra lá de cansativo(aff), o momento é oportuno para continuar falando sobre comportamentos mais simples, como andar de mãos dadas.

Sinceramente, nunca pensei que isso seria um dia motivo para escrever aqui. Mas, depois de ter lido Carla Rodrigues, que por sua vez, leu Tania Menai, que tomou por base matéria publicada no NY Times, eu precisava comentar.

Conta a jornalista, que na cidade de NY, andar de mãos dadas é tão raro quanto passar o mês inteiro com o salário. Para os novaiorquinos, o gesto representa relação pública, que talvez deva ser feito em lugares menos vistos, como no escurinho do cinema.

Pra mim, andar de mãos dadas com o namorado pelas ruas, é tudo de bom. Além de marcarmos o mesmo passo, guiamos um ao outro, nas tortuosas calçadas de Fortaleza. Isso aumenta a comunicação, enquanto olhamos algo que aprovamos ou não. Um simples aperto de dedos, nos deixa em alerta.

Tem ainda o calor do corpo que se concentra no toque, nos envolvendo na energia, que nos ajuda manter leais aos sentimentos comuns. Pra mim é tão corriqueiro quanto segurar o corrimão da escada para manter o equilíbrio, por exemplo. E nada é mais romântico do que seguir assim. Além do que, experimento sensação de apoio.

Não obstante, sabemos que no nosso Ceará, uma boa parte dos casais anda mesmo um na frente, outro atrás, num flagrante descompasso. Até dá pra identificar a situação. Os namorados, de mãos dadas, já os casados, nem sempre.

Reparo muito nos restaurantes, quando acompanhadas com amigas, olhar comprido nos corredores. E a TV em restaurante deságua o jantar, que merecia luz de velas. TV ligada é um tal de cala-boca, que não tem romantismo antigo que resista.

Mas, voltando a dar à mão, penso na simbologia ímpar. No demonstrar e oferecer confiança. É o ensaio solidário de que "pode contar comigo". No Brasil, a expressão é comumente usada pelos que propagam a caça ao voto: "de mãos dadas com a saúde"; "de mãos dadas com a educação"; "de mãos dadas com o trabalhador...." e por aí vai. Não obstante, na maioria das vezes, nos deixam na mão.

Agora, merecem ser vistos os comentários dos internautas. Mate a curiosidade. Clica na Carla.
Postar um comentário

Obrigada pela visita

Espero seu retorno