sábado, novembro 11, 2006

Fora exclusão!



Eu não faço idéia do quanto este país arrecada. Economia política ou política econômica foge à minha compreensão. Primeiro, são números demais, e quem me garante que os apresentados, são reais? Ora, a gente erra até na divulgação! Por que não duvidar?

Sempre que posso, digito a mesma tecla, cobrando atenção à educação nossa de todos os dias. Os números apontados pelas pesquisas apavoram. Tomemos por base o que diz o deputado federal eleito, Ariosto Holanda, em artigo publicado pelo jornal O Povo.

No texto ele chama atenção para o aumento da exclusão da maioria dos brasileiros. O deputado tomou por base pesquisa realizada pelo Instituto Paulo Montenegro, na publicação do 3º Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional. Diz ele:

"Na população de 15 a 64 anos existem 114 milhões de
brasileiros, dos quais 10 milhões são analfabetos, 35 milhões têm um nível muito baixo de escolaridade, 41 milhões estão no início da alfabetização e somente 28 milhões têm qualificação para entrar no novo mercado de trabalho que exige conhecimento"

E depois nós consideramos grande o número de faculdades e universidades que proliferam iguais ao número de farmácias. Mas, alguém já mediu o conteúdo de aprendizado dos meninos que pagam fortunas pelos cursos? De vez em quando tenho a oportunidade de ver o trabalho de alguns estagiários.

Quer saber se eu me arrepio? Claro! Bem que poderia deixar pra lá e pensar egoísticamente que o mercado está estourado, sem vagas, e concorrente ruim, é um a menos. Só que o problema é bem mais profundo.

Em casa, os pais que trabalham feitos loucos para manter a escola privada, correm o risco de ter os filhos fora do grupo dos 28 milhões de profissionais qualificados. A quem cabe responder por isso?

Eu, sinceramente, culpo às escolas, que deixam muito a dever na formação do cidadão. Você acredita que já ouvi de uma professora que cabe única e exclusivamente à família formar o cidadão? Então, devolva o meu dinheiro que vou investir em livros, sentar com os meus filhos, discutir "as lições" com amor(isso a escola não dá mesmo).

Você pensou em exceção? É claro que tem. Mas, educação é regra.

Eu quero muito que algum professor leia e me conteste. Aliás, torço para que a contestação seja geral e eu, sozinha, seja a única que não entendeu.

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