sábado, novembro 18, 2006

Magreza, rima, mas não é beleza


Já deu para perceber que desgraça não anda sozinha. Agora são duas mortes causadas pela anorexia, nome mais ou menos chique, para falar sobre algo que o interior nordestino conhece como ninguém.

Todo mundo magro, ou melhor esquelético para estar na moda. Eu já disse aqui que somos ilógicos, e torno a repetir. Fico me perguntando quem começou com a exigência da magreza, responsável pelo sacrifício de tantas meninas, que sonham com o sucesso.

Não há dinheiro que pague o sacrifício da fome submetido a elas.

Eu cresci sabendo que não há comida em casa se não tiver renda para isso. Essa seria a lógica de mercado. E quando há dinheiro suficiente e a pessoa não come?

Mais uma vez, cobro da mídia espaço para falar de coisas construtivas como programas de alimentos desenvolvidos por nutricionistas. São esses profissionais que levam a sério a necessidade do corpo, mas que, na maioria dos casos, só são procurados pelos que já cometeram vários pecados contra si e quer fazer as pazes com o organismo.

Considero que esse é o momento oportuno para darmos feição diferente às inúmeras propagandas de produtos milagrosos, que emagrecem em poucos dias ou algo semelhante. E no lugar desse apetite descomunal do lucro das empresas, seja priorizada a vida. E há como fazer.

O Senai e o Senac, por exemplo, praticam educação alimentar, sem que para isso seja necessário gastar dinheiro. E sabe por que? porque utiliza o que a gente, todos os dias joga fora. Apesar da importância vital, o programa só é veiculado em TVs educativas, aquelas, que não dão "ibope", por absoluta falta de estímulo.

Quer saber se estou revoltada? Eu diria que não. Eu estou estupefata, para ser sincera.

Na foto acima, Carolina Reston, modelo que morreu de infecção generalizada, conseqüência de anorexia nervosa.
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