quinta-feira, novembro 23, 2006

Não tive casa na árvore


O comportamento dos americanos merece comentários, como o nosso. E um deles é a prática das crianças de terem casas nas árvores, fato constatado nos filmes que vejo na telinha.

Pensando na forma dos homens desta Casa, verem a vida, cismo o pensar nos
provérbios. É uma riqueza sem tamanho. Peço licença aos chineses para
utilizar os seus ricos “ditados”.

Quando ganho as ruas, sempre guardo o incômodo de vê-las sujas. Não
estou cobrando ação da prefeitura, que não dá conta do mau hábito dos
moradores de deitar às ruas, o que não quer em casa. E se você quer manter
limpa a sua cidade, comece varrendo diante de sua casa
.

Antes de sair de casa, despeço-me do meu cãozinho, filhote de poodle com
maltês, que está aprendendo a fazer festinha com a nossa presença. Diante da
retribuição do carinho, observo que o cão não ladra por valentia e sim por medo.

Os filhotes nos ensinam a amar e não nos custa muito. Afinal, a gente todos
os dias arruma os cabelos: por que não o coração?
O nosso pequeno animal foi presente para o neto Victor, que vi nascer e acompanho o seu crescimento e espero alimentar nele o que há de melhor. O grande homem é aquele que não perdeu a candura de sua infância.

Eu sempre apostei na plantação da boa semente, até mesmo quando não lavrava as ações expontâneas. Era mais de falar do que fazer, mas agora entendi que a língua resiste porque é mole; os dentes cedem porque são duros.

Não reclamo o que pode ser chamado de fraqueza, mas sei que em muitas ocasiões fui covarde. E hoje, ao folhear a história da minha vida, inspiro-me na
verdade de que não há que ser forte. Há que ser flexível.

Um anjo invisível, amigo presente, dizia-me sempre jamais se desespere em meio as sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda. E neste momento, olhando para trás, mais uma vez, vi o caminho percorrido porque já sabia que a longa viagem começa por um passo.

E depois de ter lido, novamente, sobre o novo recurso da Justiça, mantendo a
suspensão da obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a
cobiçada (não sei porque razões) profissão, traduzo o momento: Não basta dirigir-se ao rio com a intenção de pescar peixes; é preciso levar também a rede.

Por razões óbvias, nem sempre sou fiel ao meu pensar. Na verdade, temo
cometer pecados contra algo que não conheça. A palavra é prata, o silêncio é ouro.
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