segunda-feira, novembro 13, 2006

Pelo livro



O que não é vendido, neste país, com recurso do corpo da mulher? Eu diria que são livros. Será que é por isso que tão poucos têm acesso?

E que tal se as mulheres de corpos reciclados, fantásticas, posassem nuas sobre livros, no apelo de que é preciso ser culta para mostrar o corpo? Não, acho que seria melhor, no apelo para mostrar que além de ser linda, fantástica, tem que ser culta.

Ou ainda, não olhe apenas para o meu corpo mas, descubra-me, imitando a esfinge? Ou seria melhor dizer, que além do que você vê, eu tenho muito a ser mostrado? E que tal os escritores sensacionais deste país, passarem por uma transformação? Alguém diria que isso é ridículo. E pergunto: quando não somos?

A beleza do corpo é uma cultura desvalorizada. Quando chega o tempo, nem a melhor tecnologia da plástica irá nos modificar. Então, que tal melhorar o espírito, de fato, e sair depois em busca de um corpo novo. Iniciar tudo outra vez?

Mulheres, posem nuas abraçadas a livros. Vocês vão agradecer aos excelentes escritores, aqueles homens e mulheres, que se trancam no poder criativo, deitando olhos no monitor para criar um mundo fantástico, presos a um quarto ou escritório, considerando que o daqui de fora está completamente nu de bom gosto.

Eu até gosto de olhar um corpo perfeito, quem não gosta? Mas, depois de algum tempo de papo, eu me pergunto se quando a resistência ao tempo cair, qual seria a obra imortal?
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