segunda-feira, novembro 06, 2006

Rádio é para escutar


Pode me chamar de regionalista, bairrista e outros istas. Fique à vontade, porque também estou, para reclamar programação local nos rádios da minha Cidade.

Eu já cantei aqui qual é o meu xodó. Foi numa emissora de rádio, a antiga e já inexistente, Rádio Iracema, que cedeu lugar à CBN, que comecei a palavrear nos microfones.

Parece perseguição porque hoje, a CBN tomou praticamente o lugar da Am do Povo, rádio que considero escola. Foi lá que aprendi a fazer radiojornalismo. Fiz quase tudo, até editora executiva, nome bonito para uma função diferente.

Sabemos que quando algo é criado e foge da sua razão de ser, tende a acabar. No aspecto rádio, é a programação que acaba, o veículo fica. É resistente e, copiando a Associação Cearense Emissoras de Rádio e Televisão, Acert, o rádio é tão atual que pode ser acessado pela Internet.

Não estou levantando bandeiras de luta contra as grandes redes, há espaço para elas, assim como também, há espaços para rádios puramente cearenses. E são de boa qualidade, como a CBN, por exemplo.

O rádio, acima de tudo, é um prestador de serviços, o que faz por meio da informação. Sendo informador é um educador. Pode reger as massas para um bom objetivo, assim como pode ser contra ela, apresentando programas de má qualidade.

Não falo da programação antiga, que pertence ao seu tempo, mas da valorização cultural. Nós merecemos um rádio melhor. Nesta terra há profissionais para isso.
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