quarta-feira, novembro 01, 2006

Sonho de jornalista


Tive a oportunidade de ver e ouvir na TV Cultura do Ceará, o colega de profissão, Ricardo Kotsho, ex-secretário de imprensa do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Puxa, que maravilha! Ele é o jornalista dos meus sonhos.

Nunca foi demitido, saía da empresa sempre por razões de princípios. Quando não concordava com a política ou politicagem da empresa em que trabalhava, pedia as contas. Nunca ficou mais de um dia desempregado. Realmente é o profissional dos meus sonhos.

A pior parte da profissão é ter que sobreviver dela. Sabe aquele caso de amor cantado por Mario Quintana? O poeta observa que devemos amar sem depender e necessitar do outro. Nesta relação todos ganham.

Pois é, Kotsho afirmou com firmeza peculiar que não teme perder o emprego. Eu confesso que trabalhei por um bom período assim, até que um dia fiquei fora do mercado. Não voltei a trabalhar por amor, agora havia dependência. Trabalho para sobreviver. E quer saber? Não me sinto constrangida em admitir.

Diz ainda o meu colega que não admite modificações na matéria. Correto! Absolutamente correto! Fiquei cismando, outra vez, cara eu quero viver essa realidade. Juro!

Lembro que por muitas ocasiões, bati pé. E como! Mas foi aí que a minha guru, permita-me a licença no texto, Adísia Sá, me fez eticamente filósofa de ocasião. Vi que o pensamento é meu e os princípios também são. Se o corte vem lá de cima, não sou eu quem segura o facão.

Assumi compromisso de nunca me autocensurar. Ah, isso eu tenho feito sempre.

Que bom saber que não estou sozinha. Enquanto isso, no nosso mercado de trabalho.
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