sábado, dezembro 02, 2006

Somos ricos


Aqui, costumamos dizer que o espinho quando tem que furar, do nascimento já traz a ponta. O ditado serve para várias situações: para elogiar, maldizer e argumentar ações de outrem. Para continuar o papo na cearensidade, temos o humorista de Maranguape, Chico Anísio. E vem da lembrança de família, as primeiras pontas de humor protagonizadas por ele.

"Com um ano e oito meses, ele imitou um mata-mosquito capenga que esteve no sítio, em Maranguape, numa campanha de saneamento. Quando o homem ia saindo de casa, o menino saiu atrás, andando do mesmo modo que ele". Declarações da mãe do próprio, a senhora Haidée Paula.

Chico é simplesmente fantástico. Pois não é que ele tentou colocar humor na política econômica? É claro que foi por amor. Porque talento é divino. Competência e compromisso são conquistas individuais.

E eu, desde muito cedo, descobri intimidade com as letras e a partir daí, comecei a sobreviver por meio delas. Escrevia as famosas e famigeradas redações escolares em troca de livros, de merenda e cadernos. Recebia bônus acompanhado de tapinhas nas costas pela conquista da nota máxima.

Vi, sem perceber de fato a minha realidade, porque só agora compreendo, que Deus nos coloca exatamente no lugar necessário. Ao invés de bonecas, brinquedinhos de plásticos, eu me entretinha com leitura.

Tudo merecia a minha atenção até bula de remédio, que tempos depois, por não entender o dialeto dos químicos, larguei de mão. Criei textos e mais textos. Ainda bem que nenhum chegou a ser publicado. Foram tantas bobagens. Não obstante, tão enriquecedoras.
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