segunda-feira, janeiro 22, 2007

Pois não é que chorei!


Eu sempre me divertia vendo mães chorando diante da(o) filha(o) que diz sim ao casamento. Confesso não saber porque agia assim. Pois não é que chorei também! Um fio de lágrima insistia prejudicar a maquiagem feita às pressas. Sim, porque esses momentos nos roubam o tempo precioso e absolutamente necessário para ultimar os preparativos.

A festa do casamento requer detalhes minuciosos, uma exigência em busca do momento perfeito. É mais um imprevisto criado, disputando com o fato novo que se sucede. Novo porque assim é para quem se inicia na aventura da vida a dois.

Entrei de azul celeste, de braços dados ao filho mais novo, num traje bem comportado, que não brigou com a sua preferência no vestir. Sem lentes, não vi o brilho nos olhos dos amigos que se confraternizavam comigo. Sim, porque a mãe também é o centro das atenções na festa dos noivos.

Sentada ali, à espera da aparição da noiva, que brilhava, trazendo com satisfação o filhinho no ventre, eu não vi a mãe que se aproximava, mas a minha menina, tornando-se uma mulher com mais compromissos de vida.

Simplesmente bela. Olhos, sorrisos, brilho. Toda luz. Foi este o quadro que gravei. E ali, de costas para o público, Érica e Danilo disseram sim à vontade e ao desejo de prosseguirem juntos. E eu coadjuvante, servindo como apoio.

A maternidade tem dessas coisas.
Postar um comentário

Obrigada pela visita

Espero seu retorno