quarta-feira, março 28, 2007

Paternidade, maternidade


Que pais somos nós para os nossos filhos? Por apenas hoje, vi uma mãe que se negou a dar de mamar ao filho, que morreu vítima de desnutrição. Um pai batendo na filha, que perdeu a competição. Que filhos queremos ter?


A questão é o ter que tomou conta do estar. Equivocamo-nos em meio à psicologia do amor que se perdeu na primeira aula. O que ficou foi a frustração de não ter ido mais longe (e alguns acham que o filho (a) é o móvel da frustração) e daí o desejo obstinado de que ele deve prosseguir o caminho abandonado.


Imagino e lamento como deve ser a realidade da nadadora Kateryna Zubkova, que foi agredida pelo pai, que também é técnico da garota, após ela ser eliminada do Mundial de Esportes Aquáticos de Melbourne, na Austrália. O sucesso é uma conquista individual, mesmo que mova outros ao nosso redor. É mérito único.


Torço para que o garotinho que não teve o direito de receber o carinhoso alimento do peito da mãe, que alegava proibição da seita que segue, sobreviva plenamente rumo à luz.

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