terça-feira, maio 15, 2007

Paraíso não se compra


Eu não defendo a ilegalidade... epa! mas o que é ilegal, mesmo? Quando iniciei este blog quase que fiz uma promessa para não sair bradando revoltas, críticas ácidas, contudo, com a flexibilidade a que me dou direito, de vez em quando é preciso jogar limão no leite condensado. Não para saborear a mousse, mas para sentir a realidade do mundo cruel ao qual muitos de nós estão presos ainda.


Este leriado todo é para comentar o que vi ontem na TV: os detentores de dinheiro invadem áreas de preservação, constróem casas fantásticas as quais não têm tempo para curtir. São lugares públicos, bens da União, transformadas em praias particulares, como o que ocorre em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.


Os ricaços desta Terra ainda não entenderam - e a compreensão está longe - que a riqueza é uma oportunidade que temos para tentar melhorar a vida do menos abastado, ou mesmo dos miseráveis. Há ainda a cultura do Ter acima do Ser. O homem criando leis e promovendo a desvalorização das próprias.


Isso faz com que o paraíso prometido continue longe de avistar, sequer vivenciar. Enquanto a elevação não chega, burlam as leis, ultrapassam o poder legitimado e com o dinheiro vasto sai comprando, corrompendo, usurpando e roubando (este último gerúndio continua na moda).


O paraíso físico está ao alcance da grana, enquanto que o inferno da insatisfação tem sido para eles eterna companhia.
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