terça-feira, maio 22, 2007

Pensando



Estava pensando sobre a nossa relação com Deus - abstraía o pensar sobre mim mesma - quando li, atrasada, matéria sobre o desencarne da jornalista e música, Núbia Brasileiro. Tive pouca convivência, ou quase nenhuma, mas, devido à nossa afinidade no mercado de trabalho, desde cedo, reconheci o seu talento.


Vi que em muitos momentos, permitir uma relação com Deus é um longo entendimento. Sim, porque transcende os limites da minha compreensão. Vi-me pequena, suplicando proteção, em meio a um labirinto onde a dor era e tem sido o principal infortúnio. Quando criança, Deus estava longe, preso ao livrinho do catecismo. E quanta frustração ao querer saber como era possível estar em todos os lugares e a resposta obtida foi um apenas acredite, ora!


Na ânsia de saber o por quê das ações divinas e quem as comandava, fui-me distanciando cada vez mais da essência. Afinal, quem sou eu? E o que faço ou posso fazer diante de Deus? Vislumbrava um tribunal. Ele lá em cima, de toga pomposa, com dedo em riste, insignficando-me mais ainda. Eu não entendia o que era ser pequena. Hoje, a pequenez da minha alma é resultado da imensidão de uma criação que não termina.
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