sexta-feira, maio 25, 2007

Ser notícia


Existe uma certa distância entre ouvir e escutar. Não foi em vão o que o autor da boa nova nos sugeriu: "que me ouça quem tem ouvidos". A observação sempre será atual porque, com frequencia, nós só ouvimos o que queremos. Ou melhor: costumamos formatar a mensagem, deturpando a sua essência com o que temos de conhecimento a respeito da informação.


Em nome da pressa - essa alegativa subestima o pensar - compromete-se a informação. Ora, se nós jornalistas redundarmos o sentido da frase com o auxílio do raciocínio dedutivo, o que ocorre com quem lê, ouve e vê noticiários?


Não é atoa que o dissse-me-disse corre tão rápido e distorce o conhecimento.


Fiquei cismando hoje depois de ouvir uma pequena e importante discussão de quem é notícia com um repórter de rádio. Dizia o interpelante vocês jornalistas costumam colocar palavras na nossa boca....

Não precisou que ele repetisse, chateado, a observação, que tinha razão de ser, de acordo com as justificativas.


Vivendo e aprendendo, o chavão vem de pronto, chamando a atenção nossa com relação à responsabilidade de ser fiel ao fato. O diabo é que, na maioria das vezes, o noticiarista quer se destacar mais que a notícia.
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