quinta-feira, junho 07, 2007

Considerações


Insisto em me firmar como uma pessoa que não envelhece: atualizo versão, bem no estilo cibernético. Hoje estou 5.2 e o meu conteudo, a cada nova formatação vai aumentando. Estou me adaptando aos recursos paciência - que quer dizer ouvir sem interromper, olhar bem de perto o outro e banir o juiz.


Isso, porque nas primeiras versões, tinha dispositivos rápidos e outros muito lentos. Por exemplo, eu fui emergencialmente rápida em julgar. Puxa, como eu tinha certeza no meu julgamento. Além disso, ninguém mais tinha tanto bom senso.


Hoje, com mais recursos, ofereço melhores serviços, na base do self. E, pois não é que funcionam! A minha "tecnologia" me permite sofrer muito menos. É que estão em baixa os dispositivos, quase sem memória, na pressa do fazer. Em seu lugar, dowload mais caprichado, que me permite, enquanto baixa , ver as conseqüências. Isso, é no mínimo, maravilhoso.


E eu achando que estava com defeito, preocupando-me com a garantia. Só assim, posso avaliar, deletando o julgamento precoce de situações constrangedoras, alimentadoras do descaso e, por que não dizer - utilizando a linguagem solta - aviltantes.


Fatos cutucam-me o pensar já maluco, como a informação sobre um garoto de 11 anos, que era amarrado pela mãe, em casa, numa tentativa de mantê-lo longe das drogas. Lembro o que tenho ouvido sempre: "Só sabe o que é a convivência com um dependente químico, quem convive com ele".


Certa vez, li um artigo de autoria de uma psicóloga em socorro às angústias maternais. A mãe sempre está certa em sua tentativa de ser mãe. Ou seja, para a profissional o que vale é a intenção. Antes de fazer qualquer julgamento superficial - porque assim ocorre - considerações são necessárias.


Esse garotinho é apenas um no universo de apatias, desinteresses, indiferenças, psicoadaptação.

Enquanto isso, continuamos amarrados a essas correntes.
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