segunda-feira, junho 18, 2007

Nada de paradas, a vida requer movimento.


Cedo aprendi que orgulho é uma manifestação de prazer que merece condecoração. Tenho orgulho da minha filha porque é muito estudiosa. Vai ser médica. Ouvia calada porque retrucar naquela época, no ambiente familiar era, além de falta de educação, motivos de sobra para uma sova. Calava, mas não consentia. Se eu era motivo de orgulho porque era castigada?


Depois aprendi que orgulho é um sentimento do tipo inferior porque maltrata. E agora fico me perguntando do que me orgulho. Com certeza, é melhor ter admiração que é a comemoração de algo e de alguém que me faz sentir bem. Que é modelo norteador de muitas ações.




Não iria, portanto, à uma parada hétero reclamar da parada gay, que se popularizou e reúne milhares de pessoas e já passou a ser considerada um ato no calendário social. Também não iria preencher vazios no movimento hétero só por ser hétero. Há tanto mais movimentos na minha relação de desejo pessoal.


Na realidade, eu nunca fui de fincar bandeiras por algo que me pusesse na vanguarda. Prefiro estar nos bastidores, sendo expectadora, tentando entender os porquês e por quês. Não vou para o bandeiraço e, muito menos, atiro pedras. Somos livres para criar movimentos sejam eles irreverentes ou não. Sejam eles fadados ao sucesso ou fracasso.
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