terça-feira, julho 31, 2007

O poder da música


Nada melhor para espantar a sisudez da rotina do que uma música envolvente, que eleva o pensamento, traduzindo a paz do momento. Nada é mais inquietante do que o barulho de uma mente em desequilíbrio.


Não conto as vezes em que me deixei levar pela ansiedade do pensar sem endereço certo. Só sei que fiz muitas escalas num vôo sem asas, e mais uma vez ao experimentar o chão frio da realidade, quedei num vazar de olhos. Que bom que as lágrimas rolam sem cessar e nos permite dar adeus ao que deprime.


Numa sociedade multifacetada em que me perco, não sei que papel represento, devido às cobranças de ser a melhor, fujo tentando encontrar um reduto onde o que considero ser qualidade mereça reconhecimento.


Na lição da profissão, não quero ser a melhor, quero apenas manter o padrão de cidadania, conquista árdua temperada pelo discernimento diante da medida do excesso, que nem sempre considero fútil. É apenas sobrevivência. Na profusão do pensar, nada melhor do que correr de volta, esvaziar a mente, deixar-se embalar ao toque suave da melodia.


Nada é melhor do que fugir do burburinho das cobranças, da solicitude disfarçada no interesse capitalista. Não estou fazendo nenhum discurso contra o regime, só quero mesmo é entreter-me com a natureza, buscar um encontro com o Criador, e a música tem esse poder.


Se você está cansado, acha que brigar com o mundo ainda é sua missão, busca aquele CD recheado de boas canções. Dá um tempo, larga o serviço, fecha os olhos para não se perder com a ausência de brilho das paredes, relaxa e dê ouvidos ao toque que se espalha no ambiente e escute-se.


O diálogo consigo,com a música ao fundo, é um reencontro rico, fantástico. Temos tanto em nós. Enquanto escrevia dava ouvidos à Doce Harmonia, de Nando Cordel.
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