quarta-feira, agosto 22, 2007

Olá, como vai?


Manias nossas de viver. O que mais gosto é de cumprimentar pessoas com as quais cruzo todos os dias. Repito o gesto no elevador, nas ruas, na sala de trabalho, sempre acompanhado de um sorriso largo, de verdade. Mas, percebo que nem sempre sou ouvida. Lembro que no último condomínio que morei durante 18 anos, um certo vizinho respondia-me com um severo olhar, que lembrava de muito perto, recriminação.


Outra vizinha sempre dizia que eu engordara. Uma outra, quase que simultâneamente dizia que estava muito magra! A propósito das exclamações, as pessoas estão desaprendendo a cumprimentar. O olá como vai, tudo bem? tornou-se um gesto vago, perdido em meio a ausência de palavras. Estamos esquecendo o prazer de rever pessoas. Qual mulher fica feliz quando a outra lhe empurra um nossa! como você está gorda! Por acaso não sentimos quando isso ocorre?



Se duvidar, muitas de nós mulheres preferem perder marido, emprego a ganhar alguns quilos a mais. Estamos vivendo o período da retalhação. Está longe a época em que as mulheres se socorriam com os espartilhos sufocantes ou as cintas para prender a gordura. Agora, a ordem é cortar, jogar fora a gordura e a pele. Qual o destino dado a elas?


Ainda estou com tudo que Deus me permitiu ter e com o que fui adquirindo com os meus excessos. Não pretendo engordar o bolso de alguns cirurgiões que se utilizam da fragilidade e da insegurança humana para ser um Deus modelador do corpo, reduto de espíritos em evolução.
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