domingo, setembro 30, 2007

Bebel(eza)


Qual foi o personagem da novela global, Paraíso Tropical mais real do que nunca? Vou pelos que me comoveram, de fato, dentre eles, a bem sucedida moça de vida fácil(?!), Francisbel, a Bebel. Nada mais realístico do que aquela cena, do interrogatório.

Ganhou o telespectador que esperou chegar o dia do final, que pode ver o triunfo da moça em questão, bela, maquiada com rigor, portando roupa de grife, numa total alienação do mundo em que vive.

Longe de ser má, de fato, Bebel apenas flutua no convívio social, sonhando com vida fácil, para fugir, quem sabe, da dureza de ser profissa. E quem vai censurar a mocinha? No ambiente em que ela respirava, os ácaros estavam sempre por perto. A realidade da personagem a inspirava buscar alternativas sem autorização da sociedade. Sim, porque tudo o que mais experienciou foi a marginalidade.

Há algums meses eu perguntava aqui mesmo neste espaço, o que queriam os autores da novela Paraíso Tropical com o personagem Bebel. Ela começou numa cidadezinha do interior, imatura e assim continuou até o final, feito alguém que sonhou a vida toda em ter uma boneca grande que falasse. Ela chegou à vitrine, rodeada por carrões, perdida sempre que se encontrava com alguém. E, depois de acreditar num amor fixo, para sair da vida exigente, deparou-se em uma transitória situação em que o vexame de ser inquirida, investigada, devassada, só lhe trouxe ganhos.

Sonhadora sempre, Bebel deixou a lição do quanto é grande a nossa responsabilidade com as nossas meninas, exploradas diariamente, que precisam receber e aprender a utilizar a chave da libertação do jugo da ignorância da beleza que nutrem: a educação.
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