quarta-feira, setembro 19, 2007

Diário de bordo


Avião pequeno tudo de bom, a exceção da falta de banheiro. Em compensação, mais espaço para as pernas, que se espremem entre as poltronas das naves da linha comercial, nos vôos domésticos.


Não entendo porque o doméstico sempre representa algo com pouca despesa, para não dizer classe econômica.


Estou nos céus do Brasil. Ainda falta, uma hora para chegar ao destino: Salgueiro, interior de Pernambuco, de lá iremos para Cabrobó conferir o início das obras de transposição das águas do rio São Francisco.


Olha eu aqui história , personagem atuante, cobrindo pauta esperada há anos! Com uma diferença incrível de que logo mais estarei online. Ou melhor dizendo, viva ao vivo.


Tirando o olhar do céu, o marrom - árvores sem verde - predomina a paisagem quase desértica. Fiquei olhando para aquele cenário irmão, agora, da janela do ônibus. Contei algumas cabras, animal resistente à seca e vacas dando mostra de indiferença à situação calamitante.


O nordestino é acima de tudo um forte, como notabilizou o romancista Euclides da Cunha, porque ainda consegue ver poesia onde a natureza aponta uma das maiores adversidades do mundo: a falta de água.


Deus nos concede água, nós homens criamos os atalhos, quando também não matamos os nascedouros e enterramos as vazões. Neste caso, em particular, será a expansão das águas de um rio que recebe nome de um espírito missionário.
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