quarta-feira, setembro 12, 2007

Na padaria


Estou insistindo no quesito violência. O internauta que me perdoe, mas é que a coisa anda tão grave, que não dá para fingir de morta. Estava na padaria. Enquanto esperava o pão que tranquilamente era posto em um saco de papel pelo atendente simpático, ouvia comentários a respeito de mais um homicídio no bairro onde moro.


É uma pena. Ele tinha duas filhas tão bonitinhas... Pois é, mas já havia matado um durante uma discussão num bar... uma das menininhas é linda, tem cabelos pretos e olhos azuis... Polícia é assim mesmo, profissão de risco... É, quem mata...


Não era bem o que gostaria de ouvir na manhã de hoje, fresca pelos ventos de setembro, que exageram e chegam a derrubar árvores e construções. Fortaleza é assim: tão quente e ao mesmo tempo tão fresca.


Quando me dirijo à padaria em busca do primeiro alimento da família, costumo agradecer ao Criador pelo dia bom que se inicia. Pela oportunidade de estar respirando e ter filhos, e de também ter dinheiro para alimentá-los. Nesses momentos de prece silenciosa, preferiria ouvir música celestial, mas estou na Terra, onde continuamos matando os seres vivos, inclusive da mesma espécie.


No trabalho, reclamam segurança combinada com o aumento de policiais. Cá, com os botões fico cismando quando entenderemos que os órgãos de segurança não acabarão com a violência, apenas atenuarão os seus efeitos.
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