quarta-feira, outubro 10, 2007

A arte não envelhece, o artista amadurece




A arte é o caminho para a divindade é o que palpita o âmago do meu sentir. Por isso vivo batendo na exploração do visual. Digo exploração e não exposição somente. Acompanho nem sempre de perto o progresso dos muitos cantores e compositores do país. Quando a mulher da arte passa dos 40, lá vem a exigência de estar linda, maravilhosa, malhada.




Acabo de ler, no O Povo, matéria tratando sobre a robustez da vivência artística da cantora Elza Soares, que se já merecia aplausos múltiplos, agora mais ainda, considerando que o samba é patrimônio nacional. E, no mesmo jornal, vejo referências a Ivete Sangalo , que vão além da potência da artista.




Costumo ficar incomodada com a exploração do corpo e a exigência ditadora da aparência jovem, principalmente das mulheres. Estamos passando do tempo de cair na real com relação a idade, à mudança na pele e nos músculos, com o avanço da cronologia terrena.




Aqui, no Brasil, a pessoa idosa é tida como algo que ninguém deseja ser, daí a aversão à flacidez dos braços, do queixo, do pescoço. Ou então, a pessoa é considerada como um coitadinho, digno de pena. E o respeito por tudo que já se somou?




Daqui a pouco estarei na era sexagenária. A princípio, o susto! Não me sinto assim, costumo dizer. E as calças jeans apertadas vou continuar usando? E se alguém me chamar de velha invertida? Olha aí a preocupação com a aparência.


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