quinta-feira, outubro 25, 2007

Em busca do par


De vez em quando igual a qualquer pessoa, faço algo diferente. Entro na Internet, jogo palavras a êsmo e a pesquisa cai em lugares que não aguardava. Nessas buscas, encontra-se quase tudo. E num desses achados arrisco um combine com alguém.

Será que devo mesmo fazer isso? Tem alguém olhando?

Ora, se tem! um monte, milhares, enfiando a cara no desconhecido, no obscuro, brincando de se esconder. Na primeira vez, preenchi o perfil exigido com tudo o que pedia, com direito a foto. Puxa, que arrependimento! Temerosa, continuei mais uma semana. No dia em que sairia definitivamente do programa, eis que encontro uma pessoa, que como eu, arriscava. Da intenção de origem que era de curiosidade, uma espécie de laboratório para ocupar este espaço escrevendo sobre o comportamento nosso de todos os dias, tive o prazer de experienciar uma relação nada virtual, pois que real se tornou.

Agora, voltando à carga, por pura curiosidade, faço um perfil de esconde-esconde só para ter acesso aos outros perfis. Curioso, o nosso comportamento quando nos pede para falar sobre nós, numa oferta para uma demanda cada vez maior. É incrível como cresceu o público, apesar dos receios, dos medos do envolvimento, mesmo que por endereço eletrônico, mesmo que não precise tomar banho, escolher a melhor roupa, usar o melhor perfume, não exagerar no batom - nem todo homem gosta- e outras coisitas femininas no propósito de impressionar.

No teclar, as palavras fluem soltas, leves ou as vezes carregada, dependendo do momento. É um risco, que pode culminar com outras tentativas, imitando a vida do lado de cá. Como somos interessantes, querendo nos esconder, enquanto buscamos mais pessoas tão parecidas conosco.
Postar um comentário

Obrigada pela visita

Espero seu retorno