domingo, outubro 14, 2007

Emergências, excelência!


O que são medidas paliativas? São aquelas desenvolvidas de imediato, com resultados a curto prazo. Ou seja, de emergência. Tem alguém com fome? Corre, busca um prato, dá a comida. O atendido de barriga cheia sorri feliz, graças a Deus, fui atendido! Ele nem pensa no dia seguinte, porque a urgência arrota em cima da pressa.

E depois, o que sugere o agente da emergência? Continuar com ela. Foi para isso que foi criado. Assim vejo, sem tirar nem por, as ações em nome da seca no meu Ceará. Desde que o mundo é mundo que o Ceará e demais estados nordestinos têm estiagem. Qual é a novidade? Nenhuma!

Há tempos o chove não molhe alimenta a angústia. Há pouco estava lendo sobre uma dessas solicitudes - aqui não vai nenhuma crítica a ação benfeitora dos personagens em questão - no O Povo. Veja que interessante:

1932 > Nesta hora de angústia causada pelo flagelo da seca, vem merecendo aplausos da população o gesto humanitário dos srs. Celso Barreira Filho, Tomaz Pompeu Magalhães e dona Maria Pinheiro, no Jaguaribe, que vêm alimentando mais de duzentas crianças flageladas e fazendo a distribuição de roupas. Para aludida iniciativa, contribuíram o comércio local e a caixa operária dos serviços das secas.
Sentiu aí o drama?

Enquanto isso, as nuvens passam ao largo no infinito da esperança.
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