quarta-feira, outubro 17, 2007

Se a CPMF falasse...


Eu nunca tive tanta certeza, como agora, de que a nação depende de mim. Mesmo lendo, há muito tempo, sobre o valoroso número de impostos embutidos em cada quilo de açúcar, arroz, feijão e outros itens da cesta pra lá de básica, não me sentia participante ativa, tão compulsória quanto neste momento.


Fui conferir o que ficou do salário após o pagamento das inúmeras contas básicas também e o que vejo? Faltam alguns reais, que realmente não sei qual proveito terão. Eu ficaria até mais tranqüila se não visse na telinha o sofrimento estampado no rosto das mães aflitas pelas doenças que atingem os filhinhos.


Também acenaria com um sim tímido diante do desconto (ou seria desfalque) da minha grana, se os atalhos costumeiros da economia brasileira resultassem em escolas redutos de educação. Ah, sim, eu concordaria com o prejuízo porque aí a história mudaria de figura: eu estaria investindo no futuro dos profissionais do futuro.


Mas, qual o quê? Para onde foram os meus reais? Alguém sabe, alguém viu? Até concordo com o presidente Lula quando afirma que o país não sobreviveria sem a tal CPMF, mas e nós, até quando sobreviveremos? Não será tempo de olhar para a fonte que está secando?
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