quarta-feira, dezembro 12, 2007

Porque o antigo vive


Sinto uma enorme atração por prédios antigos, chamados de velhos porque estão no abandono. Não é nostalgia o pensar, mas uma necessidade básica de mostrar - a nós que dependemos da matéria - de ver sempre para alimentar a memória.


Fui assaltada pela necessidade da preservação ao ler matéria do Jornal O Povo de hoje, em defesa de mais um prédio construído na década de 50, no Centro da minha Fortaleza, Cidade que me acolheu ao nascer, e que adotei como o meu reduto familiar. A reportagem trata do Lorde Hotel, que já foi um dos maiores e favoritos do Estado.


As construções amplas, de paredes resistentes ao tempo, levam-me a um passado que não guardei com clareza. Para momentos vividos entre fortunas e abusos de poder. Certamente, sabe bem Deus, que se a memória guardasse agora, com tanta força, estaria eu detonando o tempo atual.
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