sábado, julho 14, 2007

Sonhar acordada


Já tive sonhos que se transformaram em pesadelo, fruto da imaturidade, querendo chegar mais rápido ao alvo. Atropelei a natureza e decidi, que dali por diante, sonharia acordada. Não me dava conta do quanto foi importante esse aborto do tempo.


Acalentar sonhos é permanecer disposta a continuar caminhando em busca do melhor. Os sonhos nos animam, dão força de propósito e nos faz modelo para ser copiado pelo dominado pelo desânimo.


Suspirar diante da queda é interpretação rápida de um empecilho. Querer é poder, já diziam, e vamos nessa peleja de dias melhores.


Sonhar não é colocar para dormir o desejo, mas, dar uma pausa, matutando as conseqüências do advir. É continuar de pé, muitas vezes batendo contra a desesperança, fincando o propósito. Enquanto a espera se faz - tempo de transição - escolhemos a forma se vamos correndo, sem vivenciar as escalas desse vôo desenfreado, ou se vamos a pé, palmilhando o caminho, deixando rastros, para um rememorar no caso de ter que retornar.


Sonhar é projeto. Viver é executá-lo. Fiz uma promessa para não me perder nos sonhos para não ter que me desfazer deles.

sexta-feira, julho 13, 2007

Vivenciando


É vivendo entre autoridades, pessoas que compõem o mundo das decisões, que necessitam estar em dia com ações muito além das factuais, percebo o quanto é rica a rotina de quem pensa que a vida que lhe foi legada, é simples e inócua.



Mesmo aquela rotina entre paredes, portando produtos de limpeza na tentativa de manter limpo o local onde a maioria suja. Diante do fogão e de panelas fumegantes, no preparo de alimentos para serem consumidos por quem não conhece.


Detrás de um volante de um ônibus, sempre lotado, com passageiros apressados, lidando com ruas que levam para caminhos repetidos, e nem por isso, conhecidos. Sinal fechado muitas vezes para a esperança de um salário melhor, quem sabe, um jantar fora de casa com a família?


Diante de uma porta recebendo, nem sempre com sorrisos devido ao tédio do semblante repetido de pessoas que trabalham com a dor, os que buscam muito mais que informação sobre os seus males.


Diante do monitor, deixando fluir o pensar, na tentativa de agradar o internauta ou mesmo só para reter momentos ricos da vida de quem lida com as letras.


A rotina doméstica é tão rica quanto à do mercado, quando somos constrangidos a traçar metas, numa atitude aparentemente tosca diante de uma realidade que foge à nossa compreensão.


A vida é um banquete servido todos os dias, não importa o ambiente, nem os comensais.

quinta-feira, julho 12, 2007

Você tem medo de quê?


O medo de sofrer qualquer agressão, por menor que seja, está deixando muitas das pessoas que conheço paranóicas. Defende-se com insistência o aumento do número de policiais; de prisões; de sentenças porque se acredita que a impunidade fortalece o crime.


Baixa-se decretos para resolver a situação quase intolerável, pelo menos no Ceará. Os órgãos da segurança não têm segurança de que irão desenvolver políticas para culminar e permitir que andemos tranqüilos pelas ruas, praças e nos transportes coletivos.


Trancamos a porta, eletrificamos cercas e paredes para evitar que a violência nos atinja. Nada resolve, em definitivo. Porque não é com papel que se educa, muito menos com decretos. E também não é rápido como a situação nos impele.


Nada é mais preocupante do que ficar parado por muito tempo em qualquer lugar da Cidade, para trocar um pneu, por exemplo, sem que os olhares dos transeuntes ou motoristas nos incomode. Nada mais constrangedor do que o sentimento generalizante de que todos são suspeitos e, que a qualquer momento, se vacilo, danço feio.


É preciso ter cuidado com os sentimentos, alimentar a calma para esperar soluções educativas e, principalmente, acreditar que tudo passa e que os dias melhores virão.

quarta-feira, julho 11, 2007

Quando as mídias cansam


O que fazer quando ler jornal e revista, ver TV, ouvir rádio ou apenas conversar numa calçada - no momento, a conversa segue o ritmo dos passos, não se recomenda as rodas de palestras com vizinhos nas calçadas - é entediante. Cansam a mente racional, que de vez em quando ensandece só para cair fora da rotina?


Nada melhor do que o refúgio de um bom livro. Busque um que atenda o seu momento. Se é para sonhar, poesias, romances;


Para viajar sem despesas, obras que descobrem o nosso e outros países;


Para se impressionar e enriquecer o papo, procure autores específicos;


E para colorir a rica rotina dos nossos dias, acesse aqui. Neste sítio, as maravilhas do pensar fluem para o nosso bem estar.

terça-feira, julho 10, 2007

Entrando pelo buraco


Eles começaram entrando pelo buraco e por um túnel pretendiam sair. A idéia era escapar, estarem imunes, apesar de tudo o que fizeram.
Cobrar-lhes consciência seria querer vencer a ordem natural do universo. O que pode o homem fazer para vencer a si mesmo, enquanto usa todos os recursos da inteligência para escapar das conseqüências provocadas por suas tendências?


Há algum lugar no Planeta para onde um criminoso possa ir e ficar tranqüilo? Tranqüilo no sentido de não sofrer perseguições, de não pegar nenhuma pena?


A imprensa diz que os ladrões são ousados pelo volume de dinheiro furtado e pela tentativa de escapar . Ousados sob nossa ótica, porque para os protagonistas da façanha, é profissionalismo. Ou seja, é se especializar na escola do crime (desculpa o chavão); é sobreviver.

segunda-feira, julho 09, 2007

As águas vão rolar



Por isso é tão importante ter paciência. Depois de mais de cem anos, finalmente vão começar as obras de transposição das águas do rio São Francisco. E haja água para mudar os efeitos da seca que nos castiga, desde que Brasil é Brasil.




E aqui vai um ponto para quem acreditou, insistiu e fez valer. Que se sinta parabenizado quem assim se dispôs.

Mas, o cismar do pensar vem à tona, outra vez! uma vez, aguados, o Ceará, digo políticos, autoridades, gestores, vão saber distribuir o bem natural?

Lembro, menina ainda, correndo descalça na chuva, saboreando o sabor da água - aqui no Ceará é o produto mais saboroso - sem a preocupação de gripar, sim porque a minha febre tem sido de viver bem.Quero ver assim, meus netos e seus contemporâneos livres nesse desaguar.

domingo, julho 08, 2007

Terra nossa


Vamos trabalhar para que o Planeta continue sendo esse mar de flores!

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