sábado, setembro 29, 2007

Eu vi(olência)


Enquante de O Povo pergunta se a polícia está preparada para combater a violência. Respondi como a maioria: não. A propósito, ninguém está, porque na intimidade nossa a coisa se instalou e vai demorar para sair se não trabalharmos por isso.

Quem está trabalhando seriamente para banir (essa palavra é violenta) essa chaga de dentro de si mesmo? Já disse aqui que tudo mora na tolerância. Tolerar é preciso, assim como viver é preciso.

Saindo da superfície que explodimos sem cerimônias, quantas vezes já fomos constrangidos a conviver com algo/alguém que nos desagrada? Eu, quase sempre. No impulso, digo não. Não aceito! Aí, respiro, inspiro, e vejo que a coisa tem saída.

Faço-me criança, com toda a pretensão que lhe é peculiar, em seguida, apostando no que aprendi nessas cinco décadas, aí tento administrar. Aliás, administrar não é baixar cabeça. É ver que a tolerância é necessária, absolutamente necessária.

Somos administradores das nossas emoções e exploradores do desconhecido. A grande maioria de mim mesma é desconhecida. Os que me provocam são os instrutores. Terrível reconhecer, mas são os intrumentos.

A sociedade não tem que conviver com a violência externa e para isso é preciso, necessário, reconhecer-se intimamente ligada ao violento. Um dia, isso tudo estará muito distante de nós, assim como hoje, é distante a resolução.

Esperança é algo que não se acaba, a não ser que a gente não faça algo por nós mesmos.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Boas notícias


Nada alegra mais a minha parte jornalística do que dar e ouvir notícias boas. Fiquei assim, que nem adolescente diante do primeiro possível namorado. Só que sem frio na barriga e garganta seca. Estava muito à vontade na minha rede com os pés na cama, num balançar harmonioso, olhando para a telinha e vendo o presidente da rede Record, bispo Edir Macedo, com o presidente Lula dar o toque para colocar no ar o canal de notícias em TV aberta, o canal Record News!


Fiquei tão entusiasmada como quando ouvi, pela primeira vez, a minha voz gravada para um comercial de uma loja na Cidade. Enquanto ouvia informações sobre o canal que substitui a TV Mulher - por sinal, que excelente idéia - senti-me feliz com a nova oportunidade de emprego para colegas de profissão. Comunicar é fácil, mas sai caro, nós sabemos.


Afora as ações do dono da Record - não é momento oportuno para tratar do assunto - estico o braço, abro a mão e saúdo o bispo!

quinta-feira, setembro 27, 2007

Dez vezes


Hoje acordei pensando em números. No caminho para o trabalho, mais números chamam a minha atenção. Descobri que sempre tive um interesse para o dez. Na escola, perseguia o dígito 1 acompanhado da bolinha redonda que me fazia arrepiar só de pensar que poderia um dia tê-la escrito, em caixa alta, estampada numa prova sem a companhia do um.


O dez de hoje faz parte da rotina da dona-de-casa para atender à necessidade de suprir a parte eletro-eletrônica da casa. Confesso que me sinto tentada pelo 10X sem juros! E antes nem dava ouvidos aos apelos dos economistas prevenindo contra os juros. E daí, que tem juros? Dá pra comprar à vista? E quando o preço é igual nas duas modalidades de venda? Quem está ganhando e quem está perdendo?


Enquanto alguém pensa na resposta eu já comprei.Fico cismando o pensar caso a grana alta estivesse aqui ao meu alcance. Teria que me formatar para desenvolver arquivos novos nessa nova versão. E o que dirá o sortudo da mega-sena. Fiados, nunca mais!

quarta-feira, setembro 26, 2007

Monólogo


Eu sempre gostei - até quando não sabia que fazia - de viajar no teletransporte da mente. Sempre é uma forma de escapar do confuso conviver com uma realidade que se apresenta desconfortável.
Sempre conversei com os invisíveis, que hoje chamo de assessores fiéis. Não é pra menos, eles estão sempre me informando sobre o que necessito saber para me prevenir diante das adversidades.


Interessante é a forma como chegam até a mim: vem como pequenas lembranças de fatos já vivenciados, que agora dou quase toda a atenção merecida. Antes, não sei por quê cargas d'água, não prestava atenção minuciosa. Deve ser complicado falar com alguém como eu que fala pelos cotovelos e tem a mente burilando de idéias o tempo todo.


Mas, como dizia, os recados vêm como lembrança de situações que deixaram marcas profundas. São pequenos quadros em forma de idéias e assim que são identificadas, corro o pensamento numa velocidade assustadora em busca de socorro. Deus, não permita que aconteça! Me dá luz, que quer dizer, discernimento.


Demorei, mas aprendi que nem sempre os pedidos têm a ver com a nossa missão. Um amigo invisível recomenda: olha o que pedes. Tem razão.

terça-feira, setembro 25, 2007

Nada poético




Eu quero usar a imagem do botão ao lado para expressar as minhas sensações diante da falta de respeito ao verde, que tudo mostra e resiste à indiferença do regador.



Do que nega um olhar (só vê paredes), o nariz preferindo inalar fumaça.


Também uso a rosa ferida para negar qualquer semelhança desse texto com panfletagem angustiosa de um grito que se perdeu, que reuniu inúmeros discursos de direita, esquerda, centro, ou seja qual lado for que o olhar do homem se dirija.

A rosa é a flor mais bela, e isso não é poesia. É apenas a vergonha que sinto diante dos meus pequenos gestos que não serviram de exemplo para a grande maioria que amarga a desventura da marginalização.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Sexo versus cigarro


O que tem a ver o cigarro, o hábito de tragar e deixar escapar aos poucos ou com volúpia, parte da fumaça, com sexo? Eu me pergunto como ex-fumante, a propósito da pesquisa publicada pelo jornal Folha de São Paulo , em que 5% dos entrevistados consideram sexy o hábito.


Eu já disse aqui que não fui consultada a respeito de quase tudo na vida, que me diz respeito e que também ignoro. Mas, fico na cisma com relação a essas enquetes, porque tudo gira em torno do sexo. É como se fossesemos apenas isso. É um desperdício de energia carregar tanto em um só ponto de luz.


Eu também já considerei chique e sexy fumar, confesso. Foi assim que comecei, imitando uma amiga de minha mãe, a quem considerava o modelo a ser seguido. Ficava encantada com a sua elegância, falando e ao mesmo tempo deixando escapar a fumaça. Até o cheiro do cigarro me fascinava. Como fez falta à época alguém que me dissesse que para ser mulher bonita, elegante e inteligente, bastava apenas querer, sem usar artifícios que poderiam tornar-me vítima de alguma doença grave.


Parei a tempo de evitar qualquer dano maior ao organismo. Eu acho que posso sobreviver sem vícios outros, mas fico em alerta para mostrar a alguma garota que queira ser sexy por fora, inalando a poluição, deixando passar sem viver intensamente, o que naturalmente é.

domingo, setembro 23, 2007

Ai que saudade me dá


O saudosista tem razões para ser. Eu vou logo dizendo que não sou por vocação. Mas, quem não gosta de ouvir as canções que marcaram época, como diz o chavão?


Estava esperando o pão ser pesado, ali diante de mim, com o preço mais alto e sem nada fazer, porque estava dando ouvidos à voz de Roberto Carlos num verso de apelo: Onde você estiver não se esqueça de mim. Com quem você estiver não se esqueça de mim. Eu quero apenas estar no seu pensamento, por um momento pensar que você pensa em mim.


Pode ser meloso, mas que é bem melhor do que ser chamada de cachorra e ainda com aquele som infernal, num convite ao abuso, ao desrespeito, ah, é bem melhor.

Lamento pelas garotas de hoje, cheias de hormônios manipulados pela química dos alimentos, vivendo num apelo feroz, desrespeitoso do corpo. Num efeito sonrisal, porque a euforia maquiada de interesse sexual, é fugaz mas deixa marcas perenes.

Na época em que o romance, as paixões sofridas eram argumentos para os compositores, havia desencontro e choro, mas com o apelo de conter a promiscuidade, que hoje se estampa e é moda!

Ainda bem, que na maioria das festas de que se tem notícia, os DJs estão oferecendo as canções mais antigas, que para mim representa uma crise da criação da música, ou pior ainda: o escancaramento da insistência pela inversão dos valores éticos, morais, sociais, tão necessários para que possamos continuar evoluindo.

O que consola é saber que tudo passa e somos sobreviventes. Além disso, os compositores que alimentam a alma continuam.

Obrigada pela visita

Espero seu retorno