sábado, outubro 20, 2007

Musicando


Por força do trabalho, estamos revisitando nichos musicais, da verdadeira música brasileira. O melhor da rotina, que não cansa, é o prazer de ouvir as melodias, os arranjos e as letras, que contam a nossa arte. A mistura de ritmos, a expansão da poesia.

Estamos no resgate. É isso mesmo. Palavra usada com freqüência, mas que encerra a nossa intenção. Faça isso com você mesmo. Desliga o rádio que maltrata a canção verdadeira, deixando-a largada no baú do esquecimento. Traga de volta a arte múltipla brasileira.

E, caso não tenha opção, vá até a prateleira, pega aquele CD maravilhoso. Presenteie-se. E, por aqui, na Internet, faça a sua busca. Acredite, vale à pena!

sexta-feira, outubro 19, 2007

Conversa de mulher


Uma garota amiga pergunta por que a conversa do homem é diferente da mulher. Resposta imediata: é porque olhamos diferentes para os mesmos lugares. Sobrancelha erguida numa demonstração de que quer saber mais. Lá vai garota!


Enquanto sonhamos eles já estão acordados, faz tempo! Continua com essa sobrancelha com sinal de interrogação. Ora, menina, vá conhecê-los! E depois me diga se dá para manter um papo. Agora, com respeito a isso, se o cara apenas balança a cabeça com o olhar distante, será que ele realmente está lhe dando ouvidos?


Por enquanto, procura conversar. Nada é mais solitário do que colar os ombros e travar diálogo com o invisível. E outra, tem tanto cara bom de papo, até sobre aqueles temas que a gente já conhece, já fechou questão inúmeras vezes. Afinal, conversar é abrir ouvido, fechar a boca de vez em quando, e raciocinar.


Mas, em muitos casos um toque de ombros e uma respiração mais branda, é um excelente papo. Pode crer: falamos a mesma língua, sim.

quarta-feira, outubro 17, 2007

Se a CPMF falasse...


Eu nunca tive tanta certeza, como agora, de que a nação depende de mim. Mesmo lendo, há muito tempo, sobre o valoroso número de impostos embutidos em cada quilo de açúcar, arroz, feijão e outros itens da cesta pra lá de básica, não me sentia participante ativa, tão compulsória quanto neste momento.


Fui conferir o que ficou do salário após o pagamento das inúmeras contas básicas também e o que vejo? Faltam alguns reais, que realmente não sei qual proveito terão. Eu ficaria até mais tranqüila se não visse na telinha o sofrimento estampado no rosto das mães aflitas pelas doenças que atingem os filhinhos.


Também acenaria com um sim tímido diante do desconto (ou seria desfalque) da minha grana, se os atalhos costumeiros da economia brasileira resultassem em escolas redutos de educação. Ah, sim, eu concordaria com o prejuízo porque aí a história mudaria de figura: eu estaria investindo no futuro dos profissionais do futuro.


Mas, qual o quê? Para onde foram os meus reais? Alguém sabe, alguém viu? Até concordo com o presidente Lula quando afirma que o país não sobreviveria sem a tal CPMF, mas e nós, até quando sobreviveremos? Não será tempo de olhar para a fonte que está secando?

terça-feira, outubro 16, 2007

Dar ouvidos é....


Você tem idéias de quantas ouvidorias existem no Brasil? São inúmeras. Ou seja, o tempo está ficando finito, para àquele que ficava reclamando da vida, xingando A ou B, sem nenhuma definição. Ainda há muito a progredir.


É como se diz, para ter fé é preciso ter coragem. Pois para reclamar é preciso ter persistência. Não desistir de primeira. Fazer barulho com argumento científico. Ou seja, ter o suporte da vontade de ir até o fim. Foi assim que o número de ouvidores e ouvidorias cresceu.


Hoje estou neste apelo virtual, querendo ser real pela beleza da recompensa de se chegar ao destino final de uma peleja. Então, lá no fundo da questão, saindo da superficialidade, se faz preciso crescer. Dar ouvidos a si mesmo, mergulhar no self e conversar à vontade.


Para dar ouvidos ao outro, é preciso ouvir-se com determinação e dar resposta, nem que seja apenas com um olhar de quem prescruta. Bom dia, boa tarde, boa noite.

segunda-feira, outubro 15, 2007

E se não fosse um rolex?


O pensar pode ser aflito na sociedade, dependendo da forma como é conduzido. O apresentador da Globo, Luciano Huck tem sido alvo de severas críticas depois de ter escrito um artigo, no qual mostra a sua indignação após o assalto que sofreu, no fim do mês passado, em que perdeu um rolex que custa R$ 50 mil!


E você aí, como reagiria? A pergunta vem a propósito de que, a partir de agora, de acordo com matéria da revista Época, o moço em questão tornou-se persona non grata. De imediato, fico cismando se tivesse sido roubada, por exemplo, a bagagem do bebê do casal Luciano Huck e Angélica?


E se não fosse Luciano Huck, rapaz de posses, no lugar dele uma vítima comum, dessas nossas do dia-a-dia, que perdesse o dinheiro da passagem do ônibus, por exemplo? Ou ainda, a lata de leite de um bebê faminto e que branisse em um artigo toda a sua dor, revolta e vulnerabilidade? Encontraria espaço para divulgar o sentimento?

Não vamos tomar senso comum de que quem tem mais não vai sentir falta de um objeto roubado, assaltado, não! O que importa aqui e agora é a ação. O fato de ser vítima de qualquer tipo de violência. É isso que dói, maltrata e enlameia a sociedade como um todo, o fato de que a miséria continua sendo uma das principais pautas dos noticiários sem apontar uma solução, pelo menos a longo prazo.


Não ando por aí com objetos caros porque não os possuo e também se possuísse de que me serviriam trancados num lugar reservado da minha casa? Sem querer entender as razões dos colecionadores, um frenesi me persegue: tudo que tenho, uso.


Caso queira saber mais sobre o que sentiu Huck, veja aqui.

domingo, outubro 14, 2007

Emergências, excelência!


O que são medidas paliativas? São aquelas desenvolvidas de imediato, com resultados a curto prazo. Ou seja, de emergência. Tem alguém com fome? Corre, busca um prato, dá a comida. O atendido de barriga cheia sorri feliz, graças a Deus, fui atendido! Ele nem pensa no dia seguinte, porque a urgência arrota em cima da pressa.

E depois, o que sugere o agente da emergência? Continuar com ela. Foi para isso que foi criado. Assim vejo, sem tirar nem por, as ações em nome da seca no meu Ceará. Desde que o mundo é mundo que o Ceará e demais estados nordestinos têm estiagem. Qual é a novidade? Nenhuma!

Há tempos o chove não molhe alimenta a angústia. Há pouco estava lendo sobre uma dessas solicitudes - aqui não vai nenhuma crítica a ação benfeitora dos personagens em questão - no O Povo. Veja que interessante:

1932 > Nesta hora de angústia causada pelo flagelo da seca, vem merecendo aplausos da população o gesto humanitário dos srs. Celso Barreira Filho, Tomaz Pompeu Magalhães e dona Maria Pinheiro, no Jaguaribe, que vêm alimentando mais de duzentas crianças flageladas e fazendo a distribuição de roupas. Para aludida iniciativa, contribuíram o comércio local e a caixa operária dos serviços das secas.
Sentiu aí o drama?

Enquanto isso, as nuvens passam ao largo no infinito da esperança.

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