quarta-feira, agosto 13, 2008

Com trema e afeto


Eu amo o trema. A declaração íntima de quem gosta de escrever, que acredita que sabe e, por isso mesmo, fica bem à vontade diante de tantos poetas, escritores e redatores durante um recital.


Colando às costas dos presentes num dos salões do Ideal, querendo identificar a história, passado e conversas sussurradas de uma platéia do passado quando algum poeta cearense ou notório nacional ali depositava o seu verso, emociando a expectativa de muitos.


Fiquei ali, querendo conforto na cadeira de plástico em contraste com o luxuoso traço de madeira do teto, do artista que passou mas ficou o marco poético. Lá na frente sem perceber a minha presença, o poeta e escritor Márcio Catunda nos convidava a venerar Vinícius de Moraes.


Fiquei olhando mais atentamente do que ouvindo a oralidade dos versos por aquele homem simples - embalagem em que nada retrata o que seja, o presente para a literatura brasileira. Ao seu lado, dividindo a bancada, meu ex-professor Cid Carvalho, com seu porte elegante e voz soberana. É difícil não acreditar em quem fala com tanta entonação.


Resolvi. Vou escrever algo, vou editar. Nisso, a viagem começa: vejo-me autografando, dedicando em letras miúdas e mal traçadas a dedicatória, querendo muito ser lida. Ou será que o meu sonhado livro vai ser porta-poeira por falta absoluta de manuseio olhares?
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