sexta-feira, setembro 12, 2008

Radiando alegria



Quando você completa 50 anos de existência nem sempre tão pacífica, costuma ouvir indagações do tipo no seu tempo existia isso? De que tempos estão falando, mesmo? Eu sou de agora, ora!


Sou do tempo em que as declarações de amor eram feitas com muito assombro, por meio de radiadoras. Lembro um momento tão singelo: Ofereço esta música para aquela linda moça, ( o amor é cego) que não é daqui e nem veio para ficar, que está de vestido azul e com uma trança do lado direito. Era eu, lógico, que na oportunidade, estava sendo disputadíssima para passear numa roda gigante. E Paulo Sérgio cantou Iracema em minha homenagem.


Saio em defesa das radiadoras por que de onde vocês acham que surgiram aquelas mensagens de aniversários com direito a carro colorido e muito barulho?


Sou também do tempo do e-mail, do namoro virtual e do fica. Tudo isso faz parte do meu tempo, sim. Já sujei os dedos inúmeras vezes com papel carbono, o precursor do Ctrlt + Ctrlc +Ctrlv = cópia.


Sou do tempo das tertúlias, do amasso disfarçado e do escancarado. Da paquera, dos olhos compridos, das cantadinhas ingênuas e também das cantadas rídiculas isso é que é mulher e não aquela que tenho lá em casa.


Sou do tempo da xícara de açúcar, de café e do arroz, que a gente sempre devolvia. Sou também do tempo em que sorrir é sempre a melhor forma de cumprimentar.



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