quinta-feira, setembro 04, 2008

Tortura de Amor


Eu sou brega, mas de verdade. Não saio por aí cantando qualquer coisa, fazendo barulho aporrinhando ninguém, como alguns. Mas, sei ouvir uma letra melosa, que fala da dor nossa de todos os dias.


Sou brega quando sofro uma desilusão porque descubro, que mais uma vez, coloquei um perfil pre-moldado em alguém que pretensamente tomei o corpo e quis ainda surrupiar o seu pensar.


Bregueira das boas para dizer que a arte rima com a dor do desalento, do esquecimento. Mas, sou profundamente real na musicalidade ao me permitir repetir trechos de Tortura de Amor porque é torturante ficar a mercê de tanto mau gosto, enquanto alguém que ousou modificar, volta ao mundo dos espíritos.


Waldick Soriano vou repetir aqui o abraço e as gargalhadas daquela noitada na extinta casa de show da Água Fria Obá Obá, que sem precisar latir, gritamos com gosto que não somos cachorros, gostamos deles, mas não nos tornamos um. E tudo porque é bonita a natureza, como diz Clara Nunes.


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