sexta-feira, julho 04, 2008

Lei Seca



O bom senso não serve para apimentar piadas, anedotas, mas serve como instrumento com sentido desviado. Enquanto o bom senso em nós não é assimilado em sua essência, seremos constrangidos a seguir leis, por mais duras que sejam. É o caso da Lei Seca. Cheirou a álcool e pegou na direção vai ser punido, lógico. Motorista alcoolizado é um criminoso potencial. Este tem sido o grande argumento.


O cearense com o seu jeito peculiar de ser, sempre encontra uma forma de suavizar. Vou copiar aqui o que tenho ouvido de amigos e colegas de trabalho com relação à lei seca. A mais interessante é lembrar que o homem que beberica, toma umas e outras - mais umas do que outras - só deve namorar mulher que não bebe e que saiba dirigir. Portanto, o conselho: na hora da paquera, ao invés de perguntar o número do celular, a primeira questão é: você é habilitada, bebe?


Partindo mais para o sarcasmo, o comunicador Paulo Limaverde espalha informações de que nem padre escapa. Um religioso teria sido preso depois de ter celebrado quatro missas.


quinta-feira, julho 03, 2008

Bolsa cheia



Uma coisa é responder com rapidez à uma enquete sobre o destino que se daria - caso encontrasse - à uma bolsa cheia de dinheiro. Estava por ali, sem ver nem pra quê, e a danada da bolsa preta caí de um carro. Ainda gritou e correu quase caindo ao tentar levantar a bolsa. Com os olhos semi-cerrados por conta do sol, o ei ei não foi ouvido.


E agora? Olhou prum lado e pro outro. O que será que tem aqui? Deve ser bolsa de mulher porque pesa muito. Procurou um lugar para sentar. Abriu devagar a bolsa. Geeente! que que é isso? Saí da miséria? Quantas onças têm aqui?


O medo tomou conta das veias, coração pulsando. E se pensarem que eu roubei? Não, eu sou honesto. E agora? nem anotei a placa do carro. Nem lembro a marca só sei que é prata. Sem perceber estava quase correndo, as pernas acompanhando o pensar ligeiro.


Pensa, pensa! Dizia para si batendo com a mão desocupada na cabeça. Entrou num banco. E se pensarem que roubei o banco? saiu apressado. Ninguém me notou. O que eu faço? quanto será que tem aqui dentro?


Antes que pudesse responder às angustiosas indagações - que situação fui me meter! alguém arranca a bolsa de sua mão. Ei, devolve, é minha!!!


Calma, querido. Você quer um cafezinho? Acabei de fazer. Fique calmo. Vender bolsa não é coisa só de mulher não. As nossas são ótimas.

quarta-feira, julho 02, 2008

Os hífens do texto



A escrita vai mudar no Brasil. Vamos escrever mais português, pelo que indica. A correção ortográfica já foi assimilada, pelo que entendo, por muitos. Afinal, por vários textos esquecido, o trema (¨) tão bonitinho vai sair, deixando sem sonoridade a eqüidade.


O hífen, que não separava, mas unia, também está sendo descartado. Estou quase meio-tonta! Bom, na pressa de escrever o pensar, quem vai ligar mesmo para o C mudo da língua portuguesa? Ele não fala e sai sem reclamar.


E pensar, que um dia desses eu lia farmácia com PH. E naquela época, os medicamentos manuseados pelo homem da bata branca - era assim que eu chamava o jaleco do farmacêutico - eram pouco difundidos pelos nomes, que com o tempo foram apelidados pela população.


Lembro que o mais consumido lá em casa eram as pílulas amargas, as quais era obrigada a engolir. Serviam para tudo as danadinhas: febre, tosse e até danação porque eu ficava muito calma para que a dose ministrada pela família não fosse dobrada.

terça-feira, julho 01, 2008

Porque a realidade pode ser rosa



A realidade publicada na mídia está cansando a sua esperança? Muda de página. Busque a poesia nos sites específicos. É o que costumo fazer. E quando não há internet, pego um lápis - prefiro no lugar da caneta e nem sei porquê mesmo - e traço os versos, que ganham cor, desafiando o cinza do grafite.


Ou seja, colocar luz na vida tomo como dever. Um dia me perguntaram se consigo ser otimista 24 horas. Claro! Quando isso me deixar, eu vou correr atrás. Sempre terei pernas e pés para pisar no verde da esperança, mesmo torcendo os calcanhares nas ervas daninhas dos problemas, que por descuido, ainda surgem no caminho.

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