sexta-feira, agosto 29, 2008

Michael Jackson

Michael Jackson completa 50 anos de idade. No arquivo do pensar vejo os seus pés, numa lepidez maravilhosa, conquistando o mundo, dançando diferente num ritmo envolvente. Nem importava o que dizia a letra, o corpo frenesia. Rendia-se ao apelo do astro.

O corpo peca porque a carne é fraca, diriam alguns, ignorando o que diz a alma. Por fora, Michael Jackson satisfazia a todos e ninguém pensava em socorrê-lo na sua intimidade. A luz da estrela no universo do palco ofusca. Seguidores do ídolo não percebem a dor do imo.


Hoje, ele volta às manchetes por conta do meio século terreno, sem informações de novos sucessos, de vendagens recordistas de albuns, mas com a triste lembrança do que mais lhe marcou. A pecha dos escândalos que alimentou a mídia mundial tem sido a sua marca.


É fácil aplaudir. É fácil vaiar, esquecer o brilho. É como já disse um ser consciente: o espelho não reflete a luz se estiver coberto de lama.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Relevante fato


Estava pesquisando como sempre faço e fui checar os fatos históricos. Um deles interessou-me pela oportunidade da data: hoje está completando 16 anos da aprovação do processo de impeachment de Fernando Collor pela Câmara dos Deputados.


Pois é, o primeiro governo eleito por voto direto desde 1960 durou dois anos e sete meses (15 de março de 1990 a 2 de outubro de 1992). O processo ocorreu após acusações de corrupção e da mobilização da sociedade.


Os caras pintadas - a maioria adolescentes - diferente de outras épocas foram às ruas sem represálias fortes. Um movimento democrático, que pelo meu entendimento foi contundente, mas não decisivo. A determinação foi argumentada pelas denúncias contra o presidente Collor.


Naqueles dias, a frustração foi o grande sentimento que o eleitor brasileiro experimentou. Alívio para alguns com a saída de Collor e desgosto para outros que apostaram no homem que defendia os pés descalço do trabalho e os descamisados.


Valeram o discurso e a prática. O temático discurso para ganhar votos e a prática que o destituiu do poder.

quarta-feira, agosto 27, 2008



Um dos assuntos para escrever crônicas é o que nos toca. Muitas são as situações que mexem com o pensar, insultado pelos sentidos. Mas, nem tudo escrevo para evitar ser incomodada. Por isso, acautelo-me sem censuras prévias, apenas cautela porque de boba não tenho nada.


Como jornalista costumo escrever o que penso, o que sinto e o que também não me sintonizo. É o papel de informar, com precisão e com lealdade ao fato. O jornalista produtor não fica apenas defronte ao computador, saindo da sala virtualmente. A gente interage e muitos são os momentos que merecem comemoração.


Ontem, vivi situações diversas. Uma delas abriu possibilidades de interação com o ouvinte. Destaco a participação da presidente do Sindicato dos Servidores do Detran, Eliene Uchôa, que falou para o programa Narcélio Limaverde, no momento em que participava de uma caminhada em defesa da implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários da categoria.


O exemplo reforça a natureza do rádio, a instantaneidade. E quem não fica feliz com essa oportunidade? Isso é rádio!

segunda-feira, agosto 25, 2008

Forma e conteúdo


Os discursos podem ter o mesmo mote, no entanto, a maioria se prende na forma. A formatação é que o mais importa para o autor desse estilo(?) O conteúdo deixa a dever. Aliás, não há dívida maior do que se prender apenas a imagem do texto.


Arrisco-me a falar sobre o tema, que não detenho conhecimento profundo, porque me sinto incomadada quando o discurso está longe da prática. É claro que estou falando da propaganda eleitoral. A forma pode ser engenhosa e conquistar alguns votos, se levar em conta o caráter brincalhão, uma das marcas do brasileiro.


Por isso, muitos candidatos às câmaras municipais a utilizam. Recorrem a linguagem simples numa tentativa de estar mais próximos do "povão". Contudo, é preciso ver a longo prazo que a brincadeira de hoje pode se transformar em choro.


Tenho acompanhado a propaganda institucional dos quatro anos. Uma mulher que é levada pelos pés que não obedecem o cérebro. A personagem em questão anda em círculos, tentando mudar o caminho e não consegue. Está da parabéns a equipe de criação. Ali, pode-se observar forma e contéudo, com certeza.

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