sexta-feira, junho 19, 2009

Diploma, sim!



Foi no ano de 1976 que vi o meu nome numa relação enorme do Jornal O Povo. Catei com a minha irmã Socorro, o lugar em que eu queria estar. Depois de muitas contas de Josés, Marias e Raimundos, conquistara o vigésimo lugar na seleção da Universidade Federal do Ceará para o curso de Comunicação Social. Eram 42 vagas oferecidas. E estava dentro!


Foi uma festa para comemorar a penitência de três tentativas para, finalmente fazer o curso que a vida toda sonhei. Escapamos - eu e o meu cabelão que ia pelas costas - dos trotes dos colegas e fui firmando amizade com os companheiros de hoje de jornalismo.


Foram quatro anos ralando nas letras, driblando o tempo e desvendando o mistério das frases necessitadas diante de um mundo enorme de fatos que necessitavam ser comuns. Eu não estava nem aí para a não exigência do diploma. Quem iria falar aquilo naquela época que já nos assombrava com a censura?


Hoje, com a segunda via do diploma de jornalismo, a comunicóloga continua com o mesmo T. Pode-se até desvalorizar o que eu conquistei. Mas, isso é coisa minha e não tem preço, não tem decreto.


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