quinta-feira, setembro 10, 2009

Mimetismo


Na sociedade mimética, do faz de conta, ser sincera me fez escapar de muitos constrangimentos. Principalmente na área profissional. Fazer matérias com microfones na mão, na hora de encarar o entrevistado é, no mínimo um sofrimento que faz gelar veias. E quando não se sabe absolutamene nada sobre o assunto? Aí a coisa pega.


Uma certa vez, fui lá com papel em punho, lendo sobre a coletiva que partiparia. Não sabia patavina. Mas, fui! A primeira coletiva ninguém esquece. Fiquei ouvindo os colegas com suas longas perguntas. Um deles, já antigo na área, fez um "arrodeio" enfeitou e alguns minutos depois, finalmente fez a pergunta.


Olhando para o entrevistado, percebi certo enfado. Ou era eu, doida para aprender e ouvindo o errado? Foram tantas interrogações prolixas que, ao final, anotando as respostas, saí da coletiva como entrei: boca cerrada.



quarta-feira, setembro 09, 2009

H continua mudo

Ontem, foi o dia internacional da alfabetização. E lá vem os números: o Brasil tem 14,1 milhões de brasileiros (10,5% da população maior de 15 anos) que não sabem ler nem escrever.

Eu nem sei o que mais me choca, se o resultado absoluto dos que não têm acesso à escola ou se a ignorância persistente dos que vão às salas de aula todos os dias. Desse fato, não tenho o número, mas acredito que seja suficiente para continuar me espantando!

Como trabalho com as letras - e já escancarei aqui que não domino a língua por completo por inúmeras razões - sofro quando alguém retira o H (deve ser porque é mudo) do verbo e utiliza-o, mudando a função para um simples artigo feminino.

O coitado do S nem chia mais porque se tornou aliado do X e do Ch. A tal globalização está me deixando tão confusa... Mas, o que mais me chateia é ouvir no rádio, ao final de uma frase, o locutor, dizer revelou fulano.

Arre!

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