sexta-feira, abril 30, 2010

Voto

Dizem que mulher não vota em mulher. Será? Seria? Acredito que essa história de gênero precisa mudar de discurso. Afinal, quantas mulheres estão no páreo à espera de um voto? E há quantos anos há apenas homens representando a sociedade, sem necessariamente representando o homem?

Não gosto do discurso feminista que afasta o homem da mulher. Pra mim, a gente nasceu pra viver junto. O diabo é a caminhada, a longa jornada. Mesmo com as mesmas ideias e desejos, o pensar muda de acordo com o humor, assim como as necessidades. Mas, isso não vale dizer que na hora do voto o que influi é o gênero.

quinta-feira, abril 29, 2010

Vida

A vida é de uma riqueza impressionante. Não importa se nós os mortais, que não morrem do outro lado esférico do universo, observe com a acuidade necessária. Uma plantinha, dessas que você compra num supermercado atrai pela cor. Levada para casa nem sempre é percebida e murcha. Logo que recebe água, alimento vital, ressurge sem timidez.

Considero mal agradecidas aquelas pessoas que não regam as plantas. Eu sou assim: vivo julgando ingratidão gratuita(?) que sai cara porque o mundo existiria sem nós. Será que alguém já pensou nisso?

quarta-feira, abril 28, 2010

Na palma da mão

Estava imaginando que crescer com educação é ter disciplina doméstica. Mas foi na escola que aprendi o que é ser livre, soltando a imaginação diante das frases dos inúmeros livros que li até agora.

Não saberia dizer quantas obras guardo na mente. O diabo é que não encontro a senha para baixar os arquivos. Quem dera, mesmo num breve momento que fosse, provocar a biblioteca íntima e fazer jorrar as letras abaixo.

Junto a elas as lembranças outras que me enriquecem e fortalecem os meus dias. O primeiro ditado e a expressão de satisfeita da professora. Ufa! escapei da palmatória.

terça-feira, abril 27, 2010

Escritos

Estou descobrindo Rachel de Queiroz quando está num plano que nem sei se poderei alcançar um dia, para uma entrevista, tocar na sua mão mágica, ver o sorriso que a tantos alegrou.

Rachel foi uma resposta correta que obtive na prova de português da Universidade Federal do Ceará em 1976. Até aí era apenas a autora de o Quinze. Percebo que escrever não tem idade, a maturidade já vem com a cor do poema que transcende.

Eu sempre tive uma certa veia poetica. Nem sei o porquê. Eu apenas tenho. Mas os versos se perderam em gavetas e amarelados foram para o lixo sem a menor pretensão de reciclagem.

Estou aprendendo a conviver com Rachel porque também cozinho bem, gosto de sorrir e receber. Nós mulheres somos assim: irmãs na aventura de ser feminina até com o que nos impõem.

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