quarta-feira, maio 12, 2010

As rosas não falam?

Não sei porquê, mas hoje pela manhã, enquanto fazia o café, pensei em rosas. Veio a imagem da roseira do quintal, com seus galhos espalhados e de flor solitária. As roseiras são assim. Não florescem muito. Diferente daquelas flores que nascem nas ruas do meu bairro, sem o menor trato. Elas se espalham e o amarelo enfeita o asfalto.

A roseira precisa de atenção: ser regada diariamente, arrancadas as folhas secas, e ainda cutucam a pele com os seus espinhos, mas a flor é de uma beleza incrível.

Enquanto isso, na calçada, as esquecidas amarelam o homem indiferente que as arrancam sem o menor pudor e continuam otimistas quando deitadas ao lixo. A rosa vermelha depois do olhar e expressões de contentamento, são guardadas em vasos cristalinos e ganham lugar de destaque na casa.

Na flora do mundo não sei o tipo de flor que expresso. Sei que tenho espinhos, resistência à indiferença e, teimosa como o mato, a erva daninha, que basta a luz do sol e, de vez em quando, algumas gotas de água da chuva, para manter-me viva.

terça-feira, maio 11, 2010

Alarde

A mídia é sempre procurada para divulgar ações de combate a isso e aquilo e outros... Cismo o pensar no que ocorre dentro das casas habitadas por crianças. Chamar atenção pode até dizer que alguém está fazendo algo, mas... (lá vem a tal interpelação)

Antes de irem para as ruas perderem-se no anonimato, no aglomerado de tentações e riscos, as crianças sairam de algum reduto que antes as abrigavam. Se nesses "ninhos" mal saidos dos óvulos são expulsos da comunidade familiar, para onde levá-las?

Eu tenho passado por tantas crianças sujinhas, esmolando, sugerindo atenção, que nem sei Deus quanto tempo isso vai durar: a miséria que as persegue e a minha quase incapacidade em ajudá-las.

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