sexta-feira, setembro 17, 2010

Sinais de fumaça

As noites de sextas-feiras são apenas horas que antecedem o sábado, o dia que seria para descanso. E o que é o descansar senão o resfatelar-se diante da obra feita?

Graças a Deus tenho com  que exaurir energias, que se renovam a cada fazer. Isso tudo é pra desejar bom fim de semana com muita poesia.  Isso, porque no planeta Terra só não é poeta quem não tem um pé na letra e outro na ponta do dedo.

Até segunda-feira, usarei o twitter fóssil, que mandou bem o seu recado à época.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Pra acordar

Sonho é um desejo que dorme no tempo. É um querer a longo prazo com iniciativas de curto prazo.

Um tropeço no caminho e a esperança amarela. Mas, como nem todo fruto doce é vermelho, é preciso também morder os cítricos.

A vitoria é o doce. Lembro, quando menina, os discursos de estímulo para falar a verdade ou atravessar a tensão do medo: Dou-lhe um doce se você acertar.

Acredito que só aprendi a identificar o amargo depois de ter provado do mel.

quarta-feira, setembro 15, 2010

Tempo

Nós deveriamos contar o tempo na Terra em números pares e sermos ímpar nos momentos de quietude.

Existe algo mais terno do que calar a boca enquanto seguramos a mão de alguem, com o olhar na mesma direção?

Dizem que o tempo voa e as ideias também, enquanto a ação cai em desastre.

O pensar cisma nas ondas muito além da periferia dos acontecimentos. Agir é um trabalho progressivo que começa muito antes da concorrência dos ponteiros.

Matar o tempo é pular sequencia.

terça-feira, setembro 14, 2010

A paixão é redonda

Medindo a paixão como se fosse uma bola. Durante a partida é uma disputa sem fim, os chutes fazem parte com machucados, contusões. Gente, um coração contundido é uma demonstração de que o campeonato está apenas começando. Aí, vale xingar à vontade. Nem interessa quem é o culpado - ah, sim no jogo alguém precisa perder porque o certame depende disso.

Vamos na onda da torcida:  menina vai que é tua, o cara tá a fim.... eeeeeeeeeba. Afinal, quando a torcida sai e só fica você diante do trofeu, quem foi mesmo que venceu? Neste jogo, é bom ter um técnico para garantir o respeito às regras. A mulher que vive com "regras", está sempre em busca das exceções e aí o penalti pode ser apenas um momento para troca de jogador.

Mas, na linha de fundo, eu quero mesmo é balançar na rede com um atleta da paciência, que pisa com determinação no gramado da convivência e se satisfaz em compartilhar a chuteira.

segunda-feira, setembro 13, 2010

O diabo do self

Eu, que de anjo apenas antevejo a primeira "pena" de uma asa, vivia embirrando com o tal do self. A psicologia atrapalha o pensar. Certa feita, uma psicóloga sentenciou: "mãe pode tudo, inclusive matar!". Assustou você? Imagine o que senti.

Ontem, com a TV, a companheira fiel do quarto - está sempre ali disposta a me entreter, informar, só fala quando quero o que a torna não só fiel, mas também quase ideal - vi O Divã, filme com Lilia Cabral. Recomendo.

No momento em que escrevo este post, no trabalho (é... tô matando um tempinho) descobri que o divã é um grande ouvido.  O diabo, é que sempre estamos com alguém sem audição. Só tem olhos para as nossas formas. E isso, nem sempre porque as mulheres rebolam à sua frente. E o alguém nem repara a causa que são as pernas tortas que dão equilíbrio a bacia, que acomoda a semente.

E o pensar lateja, lateja... até nos resolvermos é provável que alguém resolva ficar.

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