sexta-feira, novembro 26, 2010

Letrando

As letras estão com saudade dos olhos que as espreitam, que colhem o significado, a cor do sentido.

A palavra sente falta das companheiras para melhor uso.

A  frase em constante conflito com a reunião das letras, tenta ser explícita com ajuda da pontuação.

A virgula não se entende com o ponto e vírgula, que para ela vive em cima do muro.

O paragrafo coordena o conjunto fraseado para as transformações que vem a seguir: redação, narração, artigo... lead(?) Oh, quem vai ai para a primeira posição?

segunda-feira, novembro 22, 2010

Sim... por que não?

Tenho vivências suficientes para perceber que o Não é mal utilizado. Há pessoas que iniciam as frases com a negativa: não é que eu estava... não, é isso mesmo que quero ... não, pois é...

Esquecem que o Não sozinho fala por si mesmo. Não depende das reticências. Basta um ponto para tudo informar.É por isso que o "Mas" insiste em acompanhá-lo, numa categórica cumplicidade explícita porque também busca o Sim.

O Sim é uma porta aberta, escancarada enquanto que o Não é restrito. Um é verde e outro vermelho. Na linguagem humana, o primeiro significa vá em frente, enquanto o outro determina parar. As duas ações nos impõem sistemas de escolhas que devem ser rapidamente compreendidas.

Criações humanas para limitar a indisciplina. Com um olho aberto e outro fechado, sigo em frente, com um pé na passado, os dois juntos no presente e um salto no futuro. Sim... por que não?

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