segunda-feira, maio 09, 2011

Senta porque tem história

Quem achar que estou chateada porque estou beirando os 60 anos, engana-se! Agora, sentindo uma dorzinha dentro do osso na perna esquerda - tinha que ser na esquerda para fazer conjunto com o cotovelo esquerdo - enquanto sentava, lembrei-me que já me senti como uma cadeira. Uma peça fundamental em qualquer lugar que se habite, com valores diferentes que iam do popular das lojas de liquidação de periferia às raras em antiquários.

Cadeira porque em momentos, suportando pesos jogados num resfolego de cansaço, ora de desânimo; noutros, uma disputa: era de quem chegava primeiro; de quem espera; de recosto para uma leitura; de trabalho ou ainda apenas para ocupar espaço.

Já fui utensílio móvel, aquela peça largada à poeira e só admirada por visitantes. A diferença hoje é que agora sou toda a mobília em lugares diferentes, ruidosa e útil.



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