sexta-feira, maio 13, 2011

As razões pelas quais


Palavras escritas também se perdem. Por isso é preciso cuidado na escolha da cor da tinta. Na época do lápis, os borrões ficavam na mão de quem deitava as letras no papel. Recados foram amassados e noutras oportunidades gastos pelo tempo, ocupando espaço em uma caixa, como se fossem segredos imaculados.

Escrever aleatoriamente é apenas uma figura de expressão. Porque a essência aparentemente fugídia delata o pensar. O que dá corpo ao texto é o olhar nem sempre atravessado buscando ansiosamente intimidar a ânsia que devora palavras arrumadas, deixando em desalinho a emoção.

O papel divide espaço e importância para a tecnologia irmanada na vontade de tornar comum os textos, vagueando na mente, flagrantes como este.

quinta-feira, maio 12, 2011

Querer

O querer bem tem memória intocada numa parte do cérebro do coração. Fica num arquivo, que em muitos momentos, se perde em meio a tantos outros.

É uma prateleira que se acostumou a ser vista e quase nunca olhada. Está cheia de livros sem digitais nenhum. Quando o folhear da lembrança desaloja o esquecimento, surgem os personagens que tanto representaram na minha vida.                                  

O choro acorda a saudade que eu nem sabia que sentia. Ando tão ocupada com o externo que chega a me sentir culpada de não ter convivido intensamente a presença de certas pessoas. E fico me perguntando porque a psicoadaptação é sempre tão mais presente.

A angústia saltita ao meu redor a espera oportuna para me ocupar, mas é vencida pela minha preguiça de largar-me ao seu recosto. Lânguida é a cor da melancolia, a qual não me prendo.

Obrigada pela visita

Espero seu retorno