sexta-feira, abril 05, 2013

Pelo sonho

Eu não quero nomear o amor que tenho. Eu só quero sentir.

Eu identifico um enorme bem, mesmo quando os abraços não mais apertam, quando o olhar é um desencontro.

Amar é um sonho. Sonho sempre. Os sonhos não envelhecem. Não engordam, não martirizam o pensar. É um afago, portanto, suave. É um piscar do olhar fixo na esperança. É uma miragem com base concreta. Desde muito sonho, tinjo de cores, afasto os pesares... Sonhar é preciso, como diz o poeta.

O meu sonho não interpreto. É o pincel da tela branca a espera da imagem, que se prende e se perpetua.Me tira do lugar comum sem dizer para onde me leva.
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