terça-feira, julho 12, 2016

No peso da avaliação

Não adianta fingir, só amamos gente bonita. Afirmo isso pensando, caso engordasse mais: quem continuaria me amando sem um dia - eu disse um dia sequer - me tachasse de gorda! O belo ficou concretizado nas curvas suaves, na pele rígida, seios pontudos e bunda idem.

Por que a gordura nos afasta do quesito de bem com a vida? Isso porque já estive bem mais gorda do que sou hoje e lia nos olhos das pessoas e ouvia seus pensamentos. Um amigo falou docemente aconselhando-me a emagrecer: eu não perdoo esse volume todo. Cadê a Fátima Abreu que atravessava as ruas com sinal verde e os motoristas paravam para ficar olhando?

Eu também me rejeitei inúmeras vezes. Porque quando deixei de usar calças jeans (porque nenhuma passava pelas pernas volumosas) deixei também de ser atraente e passei a ser conhecida como o sorriso mais contagiante. O sorriso dela - diziam - continua lindo!

É fácil curtir isso? Claro que não! Forcei a rotina, emagreci 12 quilos e a primeira coisa que fiz foi voltar à loja com vendedora desinteressada. Escolhi o que quis sem perguntar o preço e usei diante da perplexa mocinha que recordou de mim, outrora "redonda". Nossa! quanta mudança!

Agora há pouco vi uma garota, amiga de face, bem mais magra depois que se livrou da consequência do parto, e nos comentários só elogios. Bom, moral da história. Quer ser bem aceito até pelos seus móveis e acessórios, não engorde!

Mas, cá pra nós, essa mesma sociedade que nos define deusas por usarmos no máximo 40, nos intoxica. Eu não vou aqui dizer pra A ou B que se ajuste aos "padrões" ridículos padrões, mas que cuide de sua saúde. Seja corpórea, seja social. Felicidade não tem peso. Tem escolhas que vão muito além do que um bife, um chocolate, uma cerveja gelada. Barriga de tanquinho sem cerveja? Tô fora!

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