sexta-feira, abril 21, 2006

Letrando


Estou tentando passar para o meu neto, o processo da nossa linguagem. De forma muito restrita, reconheço. Porque no momento em que freqüentava a escola, não me foi esclarecido, por exemplo, o aumentativo diferenciado das palavras. Copo, copázio, fogo, fogaréu. Lembro que questionei, mas tive que me conformar em decorar.

Busquei entender os verbos, mais flexíveis que o meu entendimento. Pesquisei, pesquisei, mas percebi que não se trabalha sozinho. Decorei o que me bastou à época, mas hoje esquecidos pela falta de uso.

E as vírgulas, nossa, ainda bem que ele não chegou lá. Como vou explicar algo que não sei usar ainda? São tantas exceções que já se tornaram regras na nossa língua diversificada, rica.

Tenho uma filha que faz Letras. Quanto alívio! Ela me fala da linguagem popular e da importância da linguagem institucional. Sem a escrita, a língua morre!

Mas, voltando aos aumentativos. Por que copo é copázio? E por que não usamos a palavra? Como explicar para o meu neto, que a palavra em questão faz parte do aprendizado, mas que no seu dia-a-dia ele não vai usá-la e ninguém vai cobrar-lhe o uso? Quando ele quer um copo grande eu o entendo.
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