Terça-feira, Novembro 10, 2009

Pega de saia curta



Eu sou do tempo que mostrar o joelho era imoral. A advertência vinha da minha mãe, monitora de todos os movimentos nossos em casa. Usar calça comprida? Nem pensar! Coisas de homem. Só depois da aprovação do vestibular obtive autorização para colocar as calças sonhadas.

A primeira foi uma jeans - ainda com cara de calça masculina - presente da minha prima por parte de pai. Exultei! A minha paixão pelas calças jeans é um namoro sem fim. Minha mãe olhava-me sem alcançar o prazer que sentia. Reclamou de estar marcando as pernas.

Uma amiga - ai de nós sem elas - convenceu que os joelhos estariam cobertos o que me daria mais liberdade para sentar também. A minha mãe vivia dizendo que eu não me sentava como uma moça direita. Até hoje estou para saber os porquês.

Não bastava ser moça (virgem) naquela época. Tinha que se comportar como tal. O que era necessário? Usar etiqueta? O lero de hoje é por conta da moça que quase perdeu a faculdade por conta do vestido curto. Se ela estivesse usando uma calça jeans...

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Papo



Papo intelectual nem merece a primeira palavra. Ora, só papeia quem não tem papas na língua mas o prato logo é devorado. Sem sustança.

Conversa franca - olho no olho - e língua filtrando palavras que ornamentam frases e embevecem o pensar, nem cismo buscar porque foge do dia a dia.

O intelecto é tão rápido que engole o vento que sopra as palavras. Por isso, mais uma vez, gaga, falo, falo... E dizem por aí que nem penso. Ora, só!

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Do leite



Adoro leite em pó. De lata considerava que seria o único produto que pouca polêmica marcou nesses tempos de criação. Falando nisso, fui pesquisar sobre a desidratação do leite da vaca. O leite em pó foi inventado no final do século dezenove em plena revolução industrial.

No entanto, só chegou por aqui no ano de 1956, quando foi inaugurada a fábrica de leite Mococa. E quem inaugurou  a fábrica de leite foi o presidente da República da época, Café Filho. Tudo a ver, não?

Segundo historiadores, o único inconveniente do leite em pó é que provocou, devido à sua praticidade, uma redução no aleitamento materno. A transformação do leite em pó consome milhões de litros do líquido o que provoca além de preços altos, impactos negativos na criação das vacas leiteiras.

Enquanto isso, nós mulheres podemos produzir leite saudável, distribuídos em embalagens absolutamente naturais, diferentes das mamadeiras e bicos plásticos, que nem sempre são reciclados.

A gente estraga o Planeta por uma absoluta vontade equivocada de não seguir as leis naturais.

Domingo, Novembro 01, 2009

Victor e a net



Um jeito muito bom de passar o tempo. Esta é a definição da Internet feita pelo meu neto Victor, nove anos. Quando perguntei o que mais seria ele respondeu "um jeito de comunicar com muitas pessoas de longa distância".

Insisti, só isso? fez uma caretinha levantando os olhos para aquele lugar do cérebro que ele tem guardado o banco de dados, sorriu e disse: "Eu só faço isso na Internet!"

Assunto encerrado. Ficou me olhando enquanto escrevia este post, demonstrando interesse e perguntando com o jeito que só ele tem por que eu estou fazendo este relato.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

TVendo



Enquanto a TV do Sudeste do país briga pela concorrência e sofre revezes, a TV cearense desponta como a luz do sol na Cidade.

Quem disse que nós não sabemos fazer TV?

Vamos mirar os nossos profissionais. Para entender basta acompanhar os trabalhos de Ian Gomes, Kezia Diniz, Karla Soraya e Maysa Vasconcelos. Isso sem colocar os homens que brilham, Nonato Albuquerque por exemplo, que apresenta as dores nossas sem o cotidiano perverso.

Aqui no Ceará, TV não é só imagem. Parabéns!

Domingo, Outubro 25, 2009

Boom



A vida é uma grande explosão. O boom acontece o tempo todo, todos os dias, não importa se a nossa compreensão alcança.


Sou conhecida pelos arroubos. Não acredito em meio termo. A vida é de uma intensidade imensa, incompreensível ... Sem perceber-me ainda permito . Eu sou assim arroubada.

A vida explode dentro do meu corpo, numa onda de vontades que não consigo deixar sair. Por isso a intensidade é mal interpretada, mal utilizada.

Descontrolo o jeito de falar, a maneira de ser. Sou intensa, ah, se sou! Quando alegre um estrondo, quando raivosa convincente e quando triste, uma implosão.

Sei da indisciplina e seguro a letra para não escrever tudo o que sinto. Se a civilidade me cobra moderação, se a gargalhada fere etiquetas, prefiro ser selvagem.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Twitando


As redes sociais, sem dúvida, são essenciais. Aliás, foi tema de um congresso brasileiro reunindo assessores de órgãos públicos realizado em São Paulo em agosto. No Congresso houve destaque também para os programas que não são jornalísticos (Pânico, um deles) mas que estão na pauta dos assessores e assessorados.


O Twitter tomei conhecimento durante um curso promovido pelo Comunique-se, que nos falou da força que representa. Ok, fui voando conhecer, mas para ficar mais ou menos íntima levou algum tempo.


Agora, tenho que declarar: o que tem de gente que já deixei de seguir porque ocupa a minha tela (do micro) com comentários que só interessa a quem escreve...

Ufa, o que seria de nós sem o delete?



Sexta-feira, Outubro 16, 2009

Oh, yes


Eu sou ignorante, sim. Quando adolescente curti aquela fase de o que é de fora é supimpa(é o novo!) Por isso, as músicas(?) estrangeiras - e aí vão não apenas as norte-americanas, mas as italianas e francesas - faziam zoada em casa. Bastava mamãe sair para que o volume fosse às alturas.


Eu não conto as fantasias maravilhosas que eu criei e curti. Ser adolescente nos anos 70 era assim. Como sempre fui gaiata e não entendia bem o que diziam os cantores(?) porque berravam e eu seguia maravilhada, parodiava muitas. No recreio da escola era a intérprete preferida. Adorava a palhaçada.


Na hora de ouvir os LPs ou compactos nas lojas de discos era um tal de larilara que não acabava. O vendedor doido por uma paquera atendia prontamente. Por isso é que até hoje não canto e nem sempre entendo o que dizem aquelas letras, verdadeiros transportes para a minha imaginação.


Ontem, mais uma vez, experimentei a sensação da adolescência fenecida ao ler o retorno ao mundo espiritual de Al Martino. Buono volo.


Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Amando e ensinando


Professor trabalha com amor.

Será por isso que não é ouvido quando pede mais atenção

e recursos financeiros?

Quinta-feira, Outubro 08, 2009

Olha o passarinho!



Os pássaros são os seres que mais me comovem. Pequenos e capazes de emitirem sons maravilhosos. É uma sinfonia ensaiada por Deus que me permite lembrar que o Céu não é um lugar físico.


Quando menina nunca atirei contra um passarinho, um dos "esportes" da criançada da época - hoje os virtuais continuam estimulando o apetite pela destruição - preferia ficar acompanhando com os ouvidos o seu seguir pelas flores.


Estava certo dia, reclamando (eu continuo reclamona) do lixo da reforma da casa que havia tomado conta de boa parte do meu jardim. Quando preparava o suspiro - é assim que a gente se comporta quando não tem alguém por perto para ouvir os reclames - um passarinho se fez escutar.


O olhar flagrou-o na altura da grade de ferro. E percebi, mais uma vez, como perco tempo com bobagens, sujeiras que promovo! O pequeno ser de canto maravilhoso, completamente indiferente prosseguia como o criador lhe fez: suavizando os ouvidos, apesar da natureza agredida.


Terça-feira, Outubro 06, 2009

Mundo Masculino

Aposto que você leitor acredita que vou falar sobre homens e o que eles pensam. Não mesmo! O mundo masculino é a palavra que se relaciona com Terra bem feminina e fértil apesar dos ataques do homem (nós).

A fecunda Terra arde com a falta de árvores e chora em descompasso com os cataclismas. Já estamos passando do tempo de largar o bolso e correr para a bolsa da compreensão. Sem esta Casa, para onde iremos?

Terça-feira, Setembro 29, 2009

Espia Sobral


Nada mais fácil do que xingar, tratar mal e curtir com algo ou alguém que não conhecemos. A Veja que o diga.

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

Alienada e tranquila




Na semana da Juventude (22 a 30 de setembro) cismo o pensar sobre os jovens que conheci quando fazia número nas estatísticas desse público. Alegria era o sinômino nosso; liberdade de pensar sem dizer o que ia na cabeça. Educação, comidinha feita pelas mãos das mães nossas...



Num estalo lembro as décadas de 60 e 70 com dores na surdina... Mesmo assim, a juventude dessas décadas poderia ser mais feliz do que a de hoje? Eu, alienada diante do regime de farda, estava bem protegida pela família e pela ignorância dos apelos da época.

Terça-feira, Setembro 22, 2009

De carro

O apelo para o Dia Mundial sem Carro não me sensibilizou. Confesso que até pensei, mas como sair a pé - não sei andar de bicicleta- do bairro de Fátima até a Desembargador Moreira? E em plena 5h30min?

Poderia até arriscar, mas como identificar o assaltante de bicicletas com tantas outras? (bem que vi pouquissimas no meu horário de batente). Sei lá, sei não...

Rezo para que a poluição diminua, principalmente a poluição mental que sai aos tufos dos ouvidos das cabeças nossas. Ainda no carro, olhei de soslaio para o grande ônibus que tantas vezes foi meu transporte. Suspirei aliviada por estar bem sentada com ar condicionado e tudo.

Sei lá... sei não ...

Quarta-feira, Setembro 16, 2009

Zé versus Abel


Os "galhudos" têm lá seus charmes e dão um Ibope danado. O personagem vivido pelo excelente Armando Bogus, na novela Pedra sobre Pedra de 1992, o Grande Zé, como era apontado pelo retratista Jorge Tadeu(Fábio Júnior), foi a bola da vez no Brasil.


Sempre se ouvia nas ruas alguém ser chamado assim e, logo gerava uma briga incentivada pela gozação. Botar chifre pode até ser engraçado, dar graça, mas para quem leva... Que o diga o Grande Zé que nem o seu ofício de medalhista lhe salvava a pele.


O Abel, (Caminho das Índias) corretinho na faixa de pedestre foi atropelado pela fogosa mulher que também conquistou o público. À base de leitinho temperado "Abelzinho" calmamente era conduzido para o mundo dos sonhos, onde ele poderia sair em busca da mulher ideal. Seria essa a razão para que continuasse tomando o líquido bem preparado pela maquiavélica?


A história vai se repetir até que o homem e a mulher aprendam a viver respeitando o companheiro (a). Se depender de Norminha, que ontem fundou uma ONG Norminhas do Amanhã, ainda teremos muitos personagens para reverenciar.

Beba, beba, beba...

Terça-feira, Setembro 15, 2009

Tudo é Tv


Flagro-me amando a TV! Gente,não é incrível? Mas,quem disse que eu não gosto da telinha? Se violência no noticiário estarrece, e como não gelariam as minhas veias com a presença íntima de uma arma na testa?


Sendo assim, rendo-me ao controle remoto e recostada aos travesseiros, durmo com a TV e acordo com os gritos dos personagens dos filmes.


Continuo pagando canais de TV. Triste esse pacote que me custa mais de R$ 100 por mês. Pois não é que a novela principal da Globo tá melhor? Já, já estarei cancelando o tal pacote que desafia a minha tolerância há tempos... Sabe por que ainda não cancelei o contrato? Porque a imagem está uma beleza... apenas isso.


Bato palmas para a qualidade de imagem da novela que estreou ontem e não nego que assisti num restaurante o último capítulo de Caminhos da Índia. E chorei... lágrimas estimuladas pela dor estampada em Juliana Paes. Como ela sabe sofrer.




Quinta-feira, Setembro 10, 2009

Mimetismo


Na sociedade mimética, do faz de conta, ser sincera me fez escapar de muitos constrangimentos. Principalmente na área profissional. Fazer matérias com microfones na mão, na hora de encarar o entrevistado é, no mínimo um sofrimento que faz gelar veias. E quando não se sabe absolutamene nada sobre o assunto? Aí a coisa pega.


Uma certa vez, fui lá com papel em punho, lendo sobre a coletiva que partiparia. Não sabia patavina. Mas, fui! A primeira coletiva ninguém esquece. Fiquei ouvindo os colegas com suas longas perguntas. Um deles, já antigo na área, fez um "arrodeio" enfeitou e alguns minutos depois, finalmente fez a pergunta.


Olhando para o entrevistado, percebi certo enfado. Ou era eu, doida para aprender e ouvindo o errado? Foram tantas interrogações prolixas que, ao final, anotando as respostas, saí da coletiva como entrei: boca cerrada.



Quarta-feira, Setembro 09, 2009

H continua mudo

Ontem, foi o dia internacional da alfabetização. E lá vem os números: o Brasil tem 14,1 milhões de brasileiros (10,5% da população maior de 15 anos) que não sabem ler nem escrever.

Eu nem sei o que mais me choca, se o resultado absoluto dos que não têm acesso à escola ou se a ignorância persistente dos que vão às salas de aula todos os dias. Desse fato, não tenho o número, mas acredito que seja suficiente para continuar me espantando!

Como trabalho com as letras - e já escancarei aqui que não domino a língua por completo por inúmeras razões - sofro quando alguém retira o H (deve ser porque é mudo) do verbo e utiliza-o, mudando a função para um simples artigo feminino.

O coitado do S nem chia mais porque se tornou aliado do X e do Ch. A tal globalização está me deixando tão confusa... Mas, o que mais me chateia é ouvir no rádio, ao final de uma frase, o locutor, dizer revelou fulano.

Arre!

Sexta-feira, Setembro 04, 2009

Em berço esplêndido



A Rádio FM Assembleia conta um pouco da história do Hino Nacional do Brasil, que levou 91 anos para ficar pronto.


O breve documentário irá ao ar no próximo domingo (06/09), às 10h, data de aniversário do decreto (6/09/1922) que tornou oficial a letra de Osório Duque Estrada, assinado pelo presidente Epitácio Pessoa.

Pena que o autor da bela música do Hino, Francisco Manoel já não estava por aqui para fazer finalmente, as adaptações da letra com a composição. Coube então ao maestro cearense Alberto Nepomuceno, a privilegiada função.



Quarta-feira, Setembro 02, 2009

Gente


Nonato Albuquerque é aquela pessoa que a gente tem vontade de ler até mesmo quando os textos não vêm da sua inspiração. É o caso de muitos destaques que ele nos oferece no seu blog Gente de Mídia.


Neste post, em especial, o jornalista destaca declaração - no mínimo comentável- da atriz Megan Fox, ao afirmar que o poder da mulher está na vagina. Cismo o pensar e percebo que não estou chocada. E por que diabos estaria eu?! Se para todos os lados que olho vejo mulheres malhadas dizendo-se gostosas...


E gostosas para quê, mesmo?


Terça-feira, Setembro 01, 2009

Fortaleza

Fortaleza é plana, as únicas rampas são os lixos insistentemente jogados às ruas.

Fortaleza é bela, a feiura é o abandono de muitos bairros periféricos, urgententemente aumentados por pessoas de baixa renda, que estão sendo sistematicamente afastadas dos lugares de origens, constrangidos a darem espaço aos de melhores oportunidades.

Fortaleza, é sobretudo, uma Cidade madura, carecendo de mais verdes.

Este post sai em defesa do verde, que está desaparecendo das avenidas da Cidade.

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

Miss universo




Uma garota de 18 anos será por um ano, a mulher mais bonita do universo. Quanta responsabilidade! Ou seria, quanta aporrinhação?

Se eu fosse eleita a mais bela do Universo, de primeira, esqueceria as cólicas mensais; leria apenas revistas de moda; contrataria uma equipe de marketing cheia de garotas superficiais e lindas, com maquiagem e roupas de grife.

Namoraria homens feios – afinal quem tem que aparecer sou eu- jamais citaria Machado de Assis ou Jorge Amado. Modificaria a letra do sucesso da Norminha.

Eu valho tudo e sou linda e todos gostam de mim. Repetiria pelo menos sete vezes diante do espelho do meu tamanho carregado de luzes.

Sexta-feira, Agosto 21, 2009

Pois é ...

Se acaso eu fosse apenas matéria...
Materialmente falando?
Que desperdício!
Como somar os aborrecimentos e dividir alegrias?
E a rede de intrigas da sociedade que se perde em meio a tanto cimento e se encontra no mato?
É confuso meditar com essa mente buliçosa e o pensar no desespero para sair.
E quanta bobagem já falei e tantas já apaguei. Mas esta, vai ficar.

Terça-feira, Agosto 18, 2009

O pensar...


Se o pensar tivesse som... Quantas inimizades eu já teria!


Se o pensar fosse silencioso o tempo todo... Quantos amigos eu teria!

Se o pensar fosse menos exigente... Quantos prejuízos eu teria!

Se o pensar fosse mais simples... Quantos reais eu pouparia!

Sim, mas, o que eu penso não dá para dizer sempre porque a antipatia ganharia com facilidade para aqueles pensares de outros, que me alugam só para me contrariarem.

Portanto, cala-te pensar. Não executa, apenas flui no vento e quem sabe, um dia desses, eu venha a esquecer o que me incomoda.

Sexta-feira, Agosto 14, 2009

A gripe


A força da publicidade na mídia modifica atos nossos todos dias. Experimente colocar no ar, numa mídia como a TV, informando que cumprimentar pessoas nas ruas pode comprometer a sua coluna. Pode até não ser seguido, mas vai dar muito o que falar.


Além de divulgar os números de casos confirmados e de óbitos, os meios de comunicação do mundo, unidos vão informando sobre mudança na rotina das pessoas. Até agora, o mais positivo foi dispensar as grávidas do trabalho para evitar que adoeçam. Na Igreja de Fátima, os fiéis não abraçam e não dão as mãos; nas escolas as crianças passaram a conhecer o álcool, que antes era mais usado para aquecer rechaut.


Convivemos diariamente com inúmeros seres invisíveis, que nos atacam e aproveitam as oportunidades de vulnerabilidade da defesa orgânica, atingindo-nos sem dó. Ainda bem, que o tal vírus tão mal falado não se reune aos demais num ataque em revanche à propaganda.


Mas, é claro que sou favorável à propagação. Só fico cismando...




Terça-feira, Agosto 11, 2009

Um dia daqueles...


Hoje, o pensar foi longe, deu marcha-ré. Num dia desses no Colégio São José onde fiz o ginasial, fui convidada para cantar o Hino Nacional. Por ser mais alta do que a maioria da turma, costumava ficar atrás. No entanto, naquele dia especial, o professor que já conhecia o meu lado zombeteiro, levou-me para frente, apesar dos meus protestos expressados pelo medo estampado nos olhos.

Com as mãos cruzando nas costas, cabelo arrumado também para trás e com a cabeça erguida cantei todo o hino, sem desafinar (eu estudava canto no coral da escola). Os elogios não tardaram. Mas o meu professor tinha que baixar a minha crista: puxa, você consegue ficar séria...


Foi a primeira das inúmeras participações do dia do Estudante.



Sexta-feira, Agosto 07, 2009

Aprendendo a amar


Não amamos as pessoas com as quais costumamos assim pensar. Amamos o que nos interessa nelas. Se não vejamos. Aquelas frases recheadas de olhares lânguidos e suspiros de que sem você a minha vida não tem sentido; você é o meu oxigênio; a minha alegria de viver ... E por aí vai, são provas da afirmativa do post de hoje.


Na maioria das vezes no nosso cotidiano de aprender a amar, acredito que o sentimento começa a mostrar a árvore que encerra a semente, quando nos descobrimos acompanhados, companhias. Vejo o amor assim, andando ao lado, fugindo em busca da luz e nos acenando.


Não é o despertar rotineiro no toque dos pés e a toque de contas para pagar. É discutir a melhor forma de pagar a cama mais espaçosa e mais resistente. É espreguiçar na rede de emoções que a vida nos apresenta.


Muito mais que dedos entrelaçados furtivamente, a gente ama o que nos acompanha.

Quinta-feira, Agosto 06, 2009

Pelo meio ambiente...


Tenho ouvido tanta coisa... Ainda bem que dão posts neste blog do meu pensar... Agora sobre o meio ambiente. Alguns dias ouvi que fazer xixi durante o banho poupa água e de carona, a Natureza e ter poucos filhos também. Deve ser pelo número de fraldas descartáveis; pelo leite derramado das vacas; por menos pessoas utilizando o oxigênio...


Reciclar me parece ainda a melhor opção.

Quarta-feira, Agosto 05, 2009

Humor




Os artistas da hora nos fazem bem. É o oxigênio dos mares que nos sufocam diariamente. Não sou conhecedora do humor dos chargistas estrangeiros, por isso não faço comparações. Prendo o pensar por aqui, olhando rindo dos fatos inspiradores.

Os amigos me divertem enviando e-mails com as figuras. O brasileiro tem um jeito muito particular de fazer piadas. Tem vivências diversificadas, sofridas, mas nada que lhe tire o bom humor por muito tempo. E nem cisma o pensar para denominar o que podemos chamar de psicoadaptação.

Normalmente, os temas que nos atingem, mas que não nos compete ingerência direta, são os mais visados. A política brasileira é uma fonte, sem dúvida, inacabável. É o que nos confere a charge do jornal Zero Hora.

Terça-feira, Agosto 04, 2009

Asas para anjos


Nunca tive medo de avião. Gosto de estar lá por cima nos céus sem fim de preferência nos aviões pequenos, capacidade para oito passageiros. Agora, mesmo com as promoções - voar está mais barato, mas esse barato pode sair caro.


Já tive a experiência de uma turbulência, mas naquele caso, bem tranquila porque apenas as bagagens caíram sobre os passageiros. Também na data, há cerca de 20 e poucos anos, o terror era o preço. Viagem de avião era um luxo só.


Hoje, o que tem de trens alados...

Obrigada pela visita

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