quinta-feira, junho 15, 2006

Plantando estrelas


Todos nós queremos ser notícia, de primeira página, de preferência. Mas, se parássemos para pensar no que pode nos ocorrer no dia seguinte, ou melhor, no momento seguinte, tentaríamos continuar no obscurantismo.

Porque os momentos de glória, de manchetes, nos pegam de surpresa, até mesmo quando é tudo o que mais desejamos. Somos conhecedores de inúmeros casos que personificam aquele(a) que vende uma imagem que não lhe pertence.

Todos somos telhados de vidro e não resistimos à pressão. Como se fossemos perfeitos, exigimos a perfeição do outro, que escolhemos como ídolo. Se é cantor, não pode perder a voz, sob pena de ser execrado. Se for ator, jamais poderá deixar de representar o papel desejado pelos fãs, porque vai pagar com o esquecimento. E, se for jogador....

Para nós que vemos a vida ainda em três momentos- começo, meio e fim - somos os melhores quando o atleta vai ótimo, excelente forma. Ficamos acostumados às suas jogadas e, apesar de não alimentarmos tanta ênfase, queremos mais e mais. E , quando durante um jogo ansiado, a bola não balança o gol do adversário...

Eu tenho acompanhado a vida de um jogador em particular, Ronaldo, que já foi Ronaldinho, o querido menino de todos, que, com a chegada de outro Ronaldinho, ganhou o sobrenome de Fenômeno. Foi manchete alegre, entusiástica, percorreu quase todas as páginas dos maiores veículos de comunicação impressos do mundo. Vendeu e como vendeu!

A conseqüência de tanto sucesso rendeu-lhe fortunas que não vem ao caso divulgar, mesmo porque desconheço o valor. E também deu muitos lucros. E foi copiado. A ordem é raspar a cabeça, lançou um estilo diferente, que antes representava o castigo para quem fosse flagrado em situação irregular.

E, o gol que não veio, frustou todos aqueles que dele nada mais esperavam. E como um animal ferido, que perdeu a oportunidade de mostrar a sua força, foi posto de escanteio. E todos que apenas querem gritar gol, exigiram a sua retirada.

Lembro filmes épicos quando o homem escravo do outro, lutando até a exaustão, caía e era condenado a fenecer. O vencedor(?) era obrigado a eliminá-lo definitivamente, obedecendo a ordem ditada pela posição do dedo polegar.

E hoje continuamos gritando "Fora!", apontando todos os demais dedos.
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