segunda-feira, junho 25, 2007

Quando a TV quer, faz


A Televisão é uma mídia que tem merecido críticas ferrenhas devido à duvidosa qualidade de seus programas. No entanto, quando quer, se transforma num dos melhores meios de identidade artística. Foi num programa da TV Senac que conheci Geraldo Simplício, um conterrâneo admirável.


Está abrigado há cerca de 30 anos, em Nova Friburgo no Rio de Janeiro. Com uma perfeição fantástica e agilidades explicadas com simplicidade por ele, as obras são expostas ao relento, é o céu quem cuida.


De aspecto meio largado, Geraldo explica de forma convincente a peça de metal que lhe cobre a testa, o chacra da inspiração, segundo ele. É para proteger o chacra frontal da interferência do mundo agitado, e o faz mais centrado para criar as suas esculturas.
Descobriu com o tempo que é possível manter as obras feitas em barrancos de areia, intactas, utilizando-se de plásticos e água em pequenas porções para regar, é assim que nasce o musgo protetor.


As mãos do artista também fazem arte em peças de madeira. Ele sobrevive com a venda das peças e com o ingresso de R$5 , que é cobrado aos visitantes do Jardim do Nêgo , como é conhecido o seu reduto de obras.


Nêgo vive sozinho, diz ser celibatário, casou-se com a natureza.
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