quinta-feira, julho 26, 2007

Praia tranqüila, só em foto


Ontem resolvi curtir as minhas curtas férias de 12 dias entregando-me ao prazer de me deixar envolver pela luz solar. Aquela iluminação proibida para muitos diante dos altos custos que isso requer.


Se você está disposto a curtir uma praia, leve dinheiro para abastecer-se e se prepare para dizer não, inúmeras vezes, enquanto por lá estiver. Mesmo com toda a pompa que algumas barracas da Praia do Futuro apresentam, é impossível ficar em silêncio buscando a harmonização com a Natureza.


Na rotina de indas e vindas de ambulantes, nas ofertas de produtos de procedência questionável do tipo CDs, DVDs e camarões vermelhos, tentadores que se oferecem, é preciso, no mínimo ser criterioso ao extremo.


Não dá pra relaxar. Não dá para esquecer os raios ultra-violetas que pode nos afetar e deixar seqüelas fatais no corpo; no alimento que pode até matar como foi o caso do músico integrante da Banda Eva.


Reclamei para minha filha do lugar que conseguimos: uma ilha com pouco sol cercada de cadeiras, muito barulho e quase nenhum vento. Ela me considerou exagerada quando comparei ao quintal daqui de casa, que tem sol pela manhã e nenhuma brisa marítima.


Sim, porque o gostoso do mar é sentir a sua brisa salgada, sem se importar com o estrago nos cabelos quimicamente tratados.


Se você está a fim de praiar, vista-se como se fosse fazer uma grande compra. Ou melhor, não se vista porque lá tem tudo: biquinis, toalhas, cangas, protetor solar, comida, quadros pintados a óleo, salgadinhos e ovos de codorna.


Também vai encontrar cadeiras, óculos escuros, vestidos; tatuagens que duram uma semana; bijuterias, toalhas bordadas à máquina; baldes de plásticos para crianças encherem de areia; piscinas para crianças menores; além claro, dos serviços oferecidos pelas barracas, que também cobram por cadeiras mais confortáveis, e ainda, dos 10% do trabalho do garçom.
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