segunda-feira, outubro 15, 2007

E se não fosse um rolex?


O pensar pode ser aflito na sociedade, dependendo da forma como é conduzido. O apresentador da Globo, Luciano Huck tem sido alvo de severas críticas depois de ter escrito um artigo, no qual mostra a sua indignação após o assalto que sofreu, no fim do mês passado, em que perdeu um rolex que custa R$ 50 mil!


E você aí, como reagiria? A pergunta vem a propósito de que, a partir de agora, de acordo com matéria da revista Época, o moço em questão tornou-se persona non grata. De imediato, fico cismando se tivesse sido roubada, por exemplo, a bagagem do bebê do casal Luciano Huck e Angélica?


E se não fosse Luciano Huck, rapaz de posses, no lugar dele uma vítima comum, dessas nossas do dia-a-dia, que perdesse o dinheiro da passagem do ônibus, por exemplo? Ou ainda, a lata de leite de um bebê faminto e que branisse em um artigo toda a sua dor, revolta e vulnerabilidade? Encontraria espaço para divulgar o sentimento?

Não vamos tomar senso comum de que quem tem mais não vai sentir falta de um objeto roubado, assaltado, não! O que importa aqui e agora é a ação. O fato de ser vítima de qualquer tipo de violência. É isso que dói, maltrata e enlameia a sociedade como um todo, o fato de que a miséria continua sendo uma das principais pautas dos noticiários sem apontar uma solução, pelo menos a longo prazo.


Não ando por aí com objetos caros porque não os possuo e também se possuísse de que me serviriam trancados num lugar reservado da minha casa? Sem querer entender as razões dos colecionadores, um frenesi me persegue: tudo que tenho, uso.


Caso queira saber mais sobre o que sentiu Huck, veja aqui.

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